Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Donald Trump revoga a promessa de deportar os imigrantes ilegais dos Estados Unidos

Compartilhe esta notícia:

Imigrantes vivem época de incertezas na gestão Trump. (Foto: EBC)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou oficialmente uma das promessas de sua campanha, que previa a deportação de imigrantes ilegais conhecidos como dreamers (os “sonhadores”, na tradução para o português), que chegaram ao país com menos de 16 anos e têm hoje cerca de 35 anos. A informação foi publicada nessa sexta-feira pelo jornal americano “The New York Times”.

De acordo com o periódico, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou que continuaria o programa Daca, de 2012, destinado a proteger esses imigrantes da deportação e fornecer a eles permissão de trabalho para que se encontrem em situação legal.

Em abril, Trump já havia dito à agência de notícias Associated Press que os “dreamers” poderiam “ficar tranquilos” pois não serão deportados. “Não estamos atrás dos dreamers, estamos atrás dos criminosos”, afirmou ele à época.

A decisão deve desagradar eleitores de Trump, já que alguns consideram o programa como uma concessão ilegal de “anistia” aos imigrantes.

Durante a sua campanha eleitoral, o presidente norte-americano foi fiel à retórica linha-dura contra os 11 milhões de imigrantes ilegais nos EUA e prometeu interromper “imediatamente” o Daca.

A decisão de continuar o programa Daca foi tomada quando a administração deu um fim à tentativa de expandir o programa também para os pais dos “dreamers” – proposta feita pelo ex-presidente Barack Obama, mas que nunca foi implementada.

Muçulmanos

Em março, Trump assinou decreto proibindo temporariamente a entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e de refugiados, retirando o Iraque da lista das nações vetadas. O decreto foi posteriormente suspenso por juízes americanos, em revés ao presidente norte-americano.

O governo Trump, no entanto, pode ter estabelecido uma forma mais sutil de frear a entrada do grupo no país: reduzir a emissão de vistos. De acordo com dados do Departamento de Estado, em abril, o número de vistos de visitantes para pessoas nascidas em todos os países da lista – Síria, Libia, Somália, Sudão, Irã e Iêmen- caiu 21% em relação a março deste ano e 55% à média mensal de 2016.

O total de vistos de visitantes para todos os países também diminuiu, em abril, em relação a 2016 -mas 15%. Para brasileiros, caiu 4% em relação à média de 2016.

Cuba

Também nessa sexta-feira, o polêmico chefe da Casa Branca anunciou que cancelará o acordo com Cuba, assinado em 2016 por Barack Obama. Dentre as mudanças estão a proibição de viagens individuais à ilha caribenha e o veto aos gastos em hotéis, restaurantes, bares e outros estabelecimentos controlados pelos militares ou pelo serviço de inteligência do país.

Já os voos diários entre os Estados Unidos e Cuba e as linhas de cruzeiros lançadas no ano passado continuarão em operação. Não haverá mudanças na permissão de viagens de cubano-americanos, nem na possibilidade de remessas de dinheiro a seus parentes na ilha. O restabelecimento de relações diplomáticas e o funcionamento de embaixadas também deverão ficar intocados.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Hackers coreanos seriam os responsáveis pelo ciberataque mundial
Idosa britânica se torna sensação na internet com secador de cabelo que imita radar
Pode te interessar