Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de abril de 2016
O empresário Salim Schahin, dono do grupo Schahin e réu em processo da Operação Lava-Jato, prestou um depoimento nesta quarta-feira em que se disse “extremamente amargurado” com o caso e pediu “perdão à sociedade brasileira” por ter cometido um crime. Schahin se tornou delator no ano passado e virou peça-chave em um braço da Lava-Jato que investiga um empréstimo de 12 milhões de reais do banco Schahin concedido ao pecuarista José Carlos Bumlai em 2004.
O dinheiro, diz ele, foi destinado ao PT e, em troca, o grupo Schahin ganhou a operação de um navio-sonda da Petrobras. Em audiência com o juiz Sérgio Moro, Salim Schahin pediu um espaço ao final para um “desabafo”. Disse que sua vida empresarial acabou devido à Lava-Jato e que está “muito constrangido”. Também afirmou que o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal o “alivia um pouco”. “Quero pedir perdão ao meu pai por fazer com que a nossa família sofra o que estamos sofrendo hoje. Nosso nome está sendo enxovalhado pela imprensa.” No depoimento, Schahin disse que resistiu em conceder o empréstimo porque Bumlai afirmou que o dinheiro seria destinado ao PT. Como o dinheiro não era devolvido, ele procurava Delúbio Soares, à época tesoureiro do partido. (Felipe Bächtold/Folhapress)
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