Nos últimos 12 meses, houve perda de 1 milhão e 520 mil empregos, segundo levantamento do Ministério do Trabalho.
A taxa de desemprego no Brasil deverá continuar crescendo nos próximos dois anos, prevê a Organização Internacional do Trabalho em estudo divulgado esta semana.
As centrais de trabalhadores mantêm silêncio. Vinculadas aos partidos que integram o governo federal, evitam se pronunciar para evitar constrangimentos. Abdicam do dever e deixam seus associados à deriva.
A 29 de janeiro de 1946, o articulista Osvaldo Costa publicou comentário com o título “Colaboração e não Colaboracionismo”, na Folha da Manhã, de São Paulo, apontando diferenças entre as duas posturas. O trecho inicial:
“Colaboração não é barganha, é desinteresse. Não é transigência com os princípios: pelo contrário, é firmeza e irredutibilidade na defesa dos princípios. Não é apoio incondicional, em troca de empregos e posições; é esclarecimento dos problemas, é indicação dos rumos certos e seguros a tomar para a solução dos mesmos, é contribuição pessoal ou coletiva, sempre desambiciosa, para a busca do melhor modo de resolvê-los.”
Não é o que as centrais fazem. Preferem aderir ao colaboracionismo, que se enquadra na modalidade do “sim, senhora”.
