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Mundo Duplo ataque a bomba matou pelo menos 25 pessoas em Cabul

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Homem-bomba disfarçado de repórter detonou explosivos quando jornalistas chegavam para cobrir a primeira explosão. Estado Islâmico reivindicou autoria. (Foto: Reprodução)

Pelo menos 25 pessoas, incluindo seis jornalistas e quatro policiais, morreram em dois atentados suicidas nesta segunda-feira (30) em Cabul, no Afeganistão, segundo a agência France Press. O ministério do Interior divulgou ainda que 49 ficaram feridos no ataque, que foi reivindicado pelo grupo extremista EI (Estado Islâmico).

Houve uma primeira explosão pouco antes das 8h locais em uma área próxima à sede do NDS (Serviço de Inteligência Afegão). “Um homem-bomba que circulava em uma motocicleta detonou seus explosivos diante de um curso de inglês na área de Shash Darak”, afirmou o chefe de polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai.

Jornalistas seguiram para o local do atentado, onde cerca de 30 minutos depois houve outra explosão. De acordo com uma fonte das forças de segurança, o segundo homem-bomba estava disfarçado de repórter. Shah Marai, diretor do departamento de fotografia da agência da AFP em Cabul, que seguiu para o local da primeira explosão, morreu na segunda detonação.

Estado Islâmico reinvindica

Em um comunicado divulgado por sua agência de propaganda Amaq, o EI afirmou que o primeiro atentado atingiu a sede do serviço de inteligência e das forças de segurança afegãs e o segundo os jornalistas que seguiram para o local.

“Os apóstatas das forças de segurança, dos meios de comunicação e outras pessoas compareceram ao local da operação, onde um irmão os surpreendeu com seu colete de explosivos”, informou nas redes sociais o braço do EI no Afeganistão. O comunicado identifica o primeiro homem-bomba como “Kaaka al-Kurdi”, o que sugere que era de origem curda, e o segundo como Khalil al Qurashi.

Ataque à imprensa

Outros cinco jornalistas que estavam no local também morreram. A maioria trabalhava para meios de imprensa afegãos, como Mashal TV, 1TV, Radio Azadi e Tolo News, que em 2016 foi alvo de um atentado que deixou sete mortos e foi reivindicado pelos talibãs.”A direção da AFP saúda o valor, o profissionalismo e a generosidade deste jornalista que cobriu dezenas de atentados antes de ser ele mesmo vítima da barbárie”, completou.

Série de ataques no Afeganistão

Cabul se tornou, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o local mais perigoso do Afeganistão para os civis com o aumento dos atentados, geralmente cometidos por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou o grupo extremista EI.

Os atentados contra civis provocaram o dobro de vítimas nos primeiros três meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2017: 763 civis mortos e 1.495 feridos. Um ataque no dia 22 de abril na capital afegã deixou quase 60 mortos e 20 feridos em um bairro de maioria xiita.

A sede do NDS, que parecia ser o alvo deste ataque, já havia sofrido um atentado em março, que deixou três mortos e cinco feridos. No dia 27 de janeiro, um atentado na cidade provocou 103 mortes e deixou mais de 150 feridos.

Os talibãs iniciaram oficialmente na quarta-feira da semana passada sua ofensiva de primavera, denominada Al Khandaq, com o objetivo de “esmagar, matar e capturar os invasores americanos e seus partidários”, de acordo com um comunicado.

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