Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2025
Procurador da República Hebert Mesquita considera remota a chance de usar recursos de associações e dirigentes para ressarcir vítimas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilResponsável pelo “inquérito-mãe” da Operação Sem Desconto, que mira a ligação de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com um esquema bilionário de fraudes contra aposentados de todo o País, o procurador da República Hebert Mesquita considera remota a perspectiva de usar recursos bloqueados de associações e dirigentes da autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social para ressarcir as vítimas dos descontos indevidos.
“É uma vergonha para o País. Tudo isso era evitável, tudo isso foi avisado, tudo isso foi mostrado. É possível que muitos credores não vejam esse dinheiro, se depender do ressarcimento dos criminosos”, afirmou em entrevista ao Estadão. Segundo ele, os recursos desviados dos aposentados dificilmente vão ser alcançados pelo inquérito, uma vez que, assim que entrava nas contas, o dinheiro desviado era sacado e pulverizado, o que dificulta o sequestro de ativos. “Os cofres dessas pessoas estão todos esvaziados.”
O foco é corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes envolvendo agentes públicos. Além dessa investigação principal, várias outras foram instauradas Brasil afora, com foco nas entidades. A gente não chegou, nesse começo da investigação, à prova de que todas as entidades pagaram propina ao núcleo administrativo. O que a gente percebeu é que alguns personagens, ligados a uma ou algumas entidades, provavelmente pagaram propina. Isso fez com que a operação fosse fatiada. Foi instaurado um inquérito para cada entidade, tudo a depender de onde está sediada essa entidade.
Herbert explica, ainda, se a investigação está se desdobrando acerca do papel do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi na trama.
“Há duas investigações comigo. Essa mãe e uma outra investigação que é sobre a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares). O Coaf começou a mostrar movimentações financeiras de pessoas ligadas a representantes dessas entidades, e empresas ligadas a parentes de servidores do INSS. O então ministro Lupi não apareceu nessa relação”, disse.
O procurador acredita que o ressarcimento dos aposentados com recursos de entidades e servidores envolvidos será difícil.
“Como em boa parte dessas entidades investigadas havia pessoas com pensamento e atitude criminosos, esses recursos dificilmente vão ser alcançados pelo sequestro de bens que foi definido pela grande maioria dos juízes. O dinheiro que entrava era sacado e começava a ser pulverizado. O que o Ministério Público quer é que haja ressarcimento, mas com cuidado. Em Direito, tem uma máxima que fala que quem paga mal paga duas vezes. Não é chegar e sair largando dinheiro. A pressa em ressarcir traz seu risco. E outra, o ressarcimento em uma ação penal é a fase final, confirmada em definitivo a condenação. Essas pessoas vão ficar esperando quantos anos?”, completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Não poderia ser diferente em um país onde o crime compensa e os criminosos, se condenados, acabam por ser descondenados para usufruir dos frutos da sua desonestidade, e o povo esquece tudo com o passar do tempo para que a história se repita.
Acaso tem algum criminoso de colarinho branco na cadeia ????
Esse é o Brasil de Brasília…
Tu é muito ASNO, vai te informar
SIM…era evitavel …se a quadrilhha , não tivesse voltado a cena do CRIME…
INDEPENDENTE SE COMEÇOU NO GOVERNO A OU GOVERNO B, SE ERA FÁCIL CONTRAIR EMPRÉSTIMOS, OS RESPONSÁVEIS POR ESSAS ENTIDADES, COMETERAM CRIME, AO FAZEREM EMPRÉSTIMOS SEM O CONSENTIMENTO DOS APOSENTADOS, ENTÃO O MAIS CERTO PRA COMEÇAR SERIAM ESTAR PRESOS
Não poderia ser diferente num país que elegeu um imbecil que foi expulso do EB