Segunda-feira, 06 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de julho de 2026
Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram pela primeira vez a previsão para a inflação neste ano desde o começo da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. O boletim Focus, divulgado nessa segunda-feira (6), mostra que os analistas esperam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2026 em 5,30%, uma redução de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior.
A última vez que houve uma diminuição foi em 23 de fevereiro no último boletim antes da guerra. Naquela ocasião, os economistas reduziram a previsão de 3,95% para 3,91%.
Depois disso, o índice permaneceu neste patamar por duas semanas e começou a subir a partir de 16 de março, quando o mercado passou a precificar os impactos do conflito no Oriente Médio na economia. Foram 15 semanas seguidas de alta até a semana passada, quando o Focus mostrou estagnação em 5,33%. E agora ocorre a primeira queda.
Mas a perspectiva ainda segue acima do teto da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A previsão para 2027 subiu de 4,17% para 4,18%, e foi mantida em 3,7% para 2028 e em 3,5% para 2029.
Selic
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.
A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano.
PIB
A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.
Câmbio
No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.
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