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Economia Eduardo Bolsonaro fala sobre a retirada de tarifa dos Estados Unidos contra o Brasil e alfineta Alexandre de Moraes

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Eduardo declarou que, caso o partido não tome providências, isso poderia comprometer sua identidade política. (Foto: Reprodução)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a redução parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não tem relação com a atuação diplomática do Itamaraty. Segundo ele, a medida atende, exclusivamente, a interesses internos da administração Donald Trump. De acordo com o parlamentar, o recuo do governo dos EUA estaria relacionado ao disparo da inflação norte-americana.

“É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje. Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros”, disse em um texto publicado na rede social X (antigo Twitter).

Para ele, a redução é motivada pelo interesse de Trump em “entregar resultados rápidos para que a população sinta a redução da inflação antes das urnas”.

Crítica

Eduardo ainda responsabilizou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pela tarifa de 50% aplicada pelos EUA contra a maior parte das exportações brasileiras. O deputado nomeou a taxa de “tarifa-Moraes”, por, segundo ele, ser uma resposta à “crise institucional causada pelo ministro”.

“A tarifa-Moraes de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros é consequência direta da crise institucional causada pelo ministro Alexandre de Moraes, cujos abusos já preocupam o mundo e afetam a confiança internacional no Brasil”, afirmou.

Tarifas zeradas

A Casa Branca publicou, na última quinta-feira (20), uma ordem executiva que zera as tarifas de 40% dos Estados Unidos sobre alguns produtos agrícolas brasileiros. Com a decisão, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, certas frutas, vegetais e nozes, e fertilizantes foram zeradas.

Na última sexta-feira (14), o governo norte-americano já havia anunciado a retirada das tarifas globais de 10%, mas alguns setores brasileiros ainda continuavam taxados com 40%.

Segundo o texto, a Casa Branca considera que houve “progresso inicial” nas negociações conduzidas após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro.

O diálogo teria aberto caminho para uma revisão da medida punitiva, adotada sob justificativa de que políticas do governo brasileiro representariam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança e aos interesses econômicos dos EUA.

A ordem, assinada pelo presidente Donald Trump, é válida para produtos que entraram no país a partir de 13 de novembro.

— Produtos agrícolas excluídos da tarifa de 40%:

* carne bovina – inclui carcaças, metades e cortes de carne bovina, frescos, resfriados ou congelados, em diversas condições (com ou sem osso, processados ou não processados);

* frutas, vegetais, raízes e tubérculos, como tomates, chuchu e castanhas;

* frutas diversas, como, por exemplo, coco, banana, abacaxi e laranja;

* suco de laranja, congelado ou não congelado, e suco de frutas cítricas;

* café, chá e especiarias;

* cacau e derivados;

* e fertilizante.

A lista detalhada inclui uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis), e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.

Os setores que permanecem sujeitos à alíquota adicional de 40% são aqueles cujos produtos não constam na extensa lista de exclusão, como máquinas e implementos agrícolas, veículos e autopeças, aço e derivados siderúrgicos, produtos químicos específicos, têxteis e calçados. (Com informações do portal Metrópoles)

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