Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de dezembro de 2015
Na tarde de terça-feira, durante a sua primeira entrevista após a busca e apreensão realizada pela PF (Polícia Federal) em seus endereços residenciais e de trabalho, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a afirmar que não há hipótese de que renuncie ao cargo.
As declarações foram feitas no Salão Verde da Câmara, logo após um almoço com deputados aliados na residência oficial do parlamentar. Ele acusou o governo de tentar culpar o PMDB pela “roubalheira do PT” e cobrou de seu partido uma ruptura imediata com o Palácio do Planalto.
“O povo todo sabe que estamos às vésperas de uma decisão relativa ao processo de impeachment, então tem alguma coisa estranha no ar”, insinuou. Cunha disse, ainda, ser vítima de vingança por ter aceitado dar curso, na Câmara, ao processo contra presidenta Dilma Rousseff.
O peemedebista também definiu como “nula” a decisão do Conselho de Ética da Casa em prosseguir com o seu processo de cassação por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Ele pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), alegando cerceamento de seu direito à ampla defesa. Para ele, o colegiado “jogou para a torcida”, com o objetivo de encobrir o processo de impedimento da chefe do Executivo. (Folhapress)
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