Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2016
Adversário do Palácio do Planalto e um dos principais articuladores do grupo que trabalha pela destituição da presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nessa quinta-feira que só anunciará as regras detalhadas da votação final do impeachment no próprio dia. “Vou interpretar o regimento na hora”, afirmou o peemedebista.
Um dos pontos obscuros diz respeito à ordem de chamada dos deputados para declarar o voto no microfone do plenário. Cunha e aliados querem fazer a chamada por Estados e deixar para o final a Região Nordeste, em tese mais favorável à Dilma. O objetivo é criar uma onda pró-impeachment.
Em 1992, no impeachment de Fernando Collor de Mello, o então presidente da Casa, Ibsen Pinheiro, fez a chamada por ordem alfabética justamente com o argumento de que a chamada por Estado poderia levar a direcionamento do resultado. “Não tem previsão regimental para isso, foi uma decisão política adotada pelo presidente na época. Com certeza absoluta não vou seguir esse critério. Não entendo que qualquer ordem beneficie quem quer que seja”, disse Cunha. Outro ponto diz respeito à chamada oral de eventuais faltosos. O governo manobra para esvaziar o plenário, já que a ausência é benéfica a Dilma. (Folhapress)
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