Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2016
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi notificado, na manhã de terça-feira, sobre o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele seja afastado do cargo e do mandato. Cunha tem agora dez dias corridos – até o dia 26 deste mês – para apresentar sua defesa ao STF. Após isso, o ministro Teori Zavascki pode levar o caso para julgamento no plenário da Corte. O magistrado, porém, afirmou que antes disso deve colocar em análise a denúncia da Procuradoria contra Cunha no processo do petrolão.
O presidente da Câmara já foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob acusação de que recebeu 5 milhões de dólares em propina de contratos para a fabricação de navios-sonda para a Petrobras. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Caso o STF receba a denúncia, Cunha se tornará réu, o que elevam as chances de o tribunal decidir afastá-lo da função. Cunha foi denunciado sob a acusação de participar do esquema de desvio de recursos na Petrobras. Na esteira dessas investigações, a PGR também pediu seu afastamento do cargo e do mandato de deputado. O peemedebista também responde a processo de cassação na Câmara desde outubro, mas o trâmite nesse caso está praticamente na estaca zero devido a ações protelatórias promovida por aliados.
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