Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2025
Filiado há 24 anos no PSDB, Leite tem estudado a troca partidária de olho na corrida ao Palácio do Planalto
Foto: Fernando Gomes/ALRSO governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que só vai definir seu futuro partidário no final deste mês, quando o PSDB deve concluir as conversas sobre possíveis fusões com outras legendas.
Filiado há 24 anos no PSDB, Leite tem estudado a troca partidária de olho na corrida ao Palácio do Planalto em 2026 e dado sinais a aliados de que pode migrar para o PSD.
Em março, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, deixou o PSDB e se filiou à sigla de Gilberto Kassab, na tentativa de se fortalecer para uma eventual disputa contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), no ano que vem.
“O partido [PSDB] vive um momento de reflexão e discussão sobre seu futuro, o que é natural diante dos desafios que o sistema eleitoral brasileiro impõe. Em respeito à história que construímos juntos, qualquer decisão sobre meu futuro partidário será tomada apenas após a conclusão desse processo interno, que terá um desfecho até o fim do mês de abril”, escreveu Leite, em uma rede social.
A discussão no PSDB envolve uma possível fusão com o Podemos, o que pode ser anunciado até o final do mês. Lideranças tucanas dizem que a união entre os dois é a possibilidade mais amadurecida até aqui.
Outro desenho futuro em debate pelos tucanos é uma federação com MDB ou com Republicanos. Já a incorporação do PSDB ao PSD estaria descartada. Tucanos sustentam que isso representaria, na prática, a extinção do partido.
Outrora uma das principais legendas do País, o PSDB vem minguando desde a disputa de 2014. Em 2022, a legenda perdeu mais da metade do número de deputados federais e não elegeu nenhum senador — o número de prefeitos eleitos também caiu para menos da metade em 2024.
Apesar da redução dos quadros, o que dificulta o lançamento de candidaturas ao Planalto, o PSDB ainda tenta convencer Leite a ficar no partido. Tucanos têm lembrado a ele, por exemplo, que, dentro do PSD, o governador do Paraná, Ratinho Junior, já se apresenta como pré-candidato ao Planalto.
Kassab tem feito declarações simpáticas sobre as pretensões de Ratinho Junior, embora ponderando que é cedo para “bater o martelo” sobre 2026. Hoje Kassab tem cadeira no secretariado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome também cotado para o Planalto. Ao mesmo tempo, em Brasília, o PSD segue com representantes na Esplanada de Lula (PT).
Já entusiastas da entrada de Leite no PSD afirmam que, dentro do partido, o governador do Rio Grande do Sul seria um nome melhor do que seu homólogo paranaense se a ideia for se apresentar ao eleitor em 2026 como uma alternativa de centro e de terceira via, ou seja, uma opção contra presidente Lula (PT) e contra algum nome do bolsonarismo.
Pré-candidatos de direita, como Ratinho Junior, têm se reaproximado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. No início deste mês, o governador cumpriu agendas com o ex-mandatário no Paraná e, em seguida, participou da manifestação na avenida Paulista em que Bolsonaro pediu anistia para os denunciados no âmbito dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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Depois de ser um dos protagonistas , junto com Dória, pelo desmanche do PSDB, agora o donzelo vai sair….é muito canalha mesmo, fico imaginando quem são os eleitores deste canalha, serão cumplices…
Sim, na última eleição se elegeu graças ao pt.
Sai do armário, esquerdista! Deve se filiar ao PT.