Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2023
Partido tem só 14 deputados federais e, por isso, um naco menor do fundo eleitoral, mas precisa tentar conter a debandada
Foto: DivulgaçãoComeçou na noite desta quarta (26), em São Paulo, em um jantar para cerca de 20 prefeitos paulistas, a estratégia do presidente do PSDB, Eduardo Leite (PSDB-RS), de tentar conter a debandada do partido. O gaúcho quer convencer os tucanos de que a sigla precisa construir uma identidade, como já teve nos anos 1990, para não desaparecer.
O PSDB teve como marca a gestão e a formulação de políticas públicas, hoje não tem cara, segundo diagnóstico dos próprios tucanos. Em maio e em junho, Leite fará conversas com prefeitos e líderes pelo País para conformar o que deve ser a nova imagem do PSDB. Em setembro, começam as convenções para os diretórios regionais sob espírito dessa mudança.
“Se um prefeito sai do PSDB, a oposição pode ter interesse em entrar. Vamos enfrentar o esvaziamento com ideias”, diz o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que minimiza a perda de tucanos em SP. “Rodrigo Garcia apostou na conquista numérica de prefeitos, e isso não fez diferença na eleição.”
Bancada
O PSDB tem só 14 deputados federais e, por isso, um naco menor do fundo eleitoral. Siglas maiores, como PSD e MDB, têm atraído tucanos com a promessa de recursos na eleição de 2024. A previsão é que o pleito seja marcado pelo encolhimento do PSDB, mas tucanos têm a esperança de voltar em 2026.
O jantar de Leite com prefeitos teve o dedo de Marco Vinholi, um dissidente que aos poucos se aproxima do gaúcho. Leite pediu aos mandatários um levantamento em suas regiões sobre quantos e quem são os prefeitos que estão deixando a sigla.
Denúncia contra deputado
A Justiça de São Paulo vai abrir um processo contra o deputado estadual Rogério Nogueira, do PSDB, por envolvimento em um esquema de rachadinha no próprio gabinete. Segundo o órgão, o deputado vai ser investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outros 25 servidores que foram ou ainda são do gabinete de Nogueira também serão investigados.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os servidores tinham que devolver parcial ou integralmente seus salários para o deputado. Esta prática é conhecida popularmente como rachadinha.
“Rogério Nogueira Lopes Cruz foi denunciado juntamente com os demais acusados, constituiu e passou a integrar organização criminosa, desvio dinheiro que compunha o orçamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e que se destinava ao pagamento da remuneração de ocupantes de cargo em comissão, valores em relação aos quais, em razão do cargo, mantinha a posse indireta e a disponibilidade jurídica”, diz nota do MP.
Os desvios ocorreram entre 2009 e 2019 e somam ao menos R$ 4.193.571,98.
Nogueira é o segundo-secretário da Mesa Diretora da Casa, um dos cargos mais importantes e que confere a ele, por exemplo, ter 67 servidores à sua disposição para questões administrativas.
Em nota, Rogério Nogueira negou as acusações e se colocou à disposição da Justiça. O parlamentar disse ainda que não há nenhuma denúncia de funcionários contra ele e que está confiante de que tudo será esclarecido.
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Esse senhor tem que parar de viajar, sentar na cadeira de governador e trabalhar em prol do povo gaúcho.