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Economia “Efeito Trump” beneficia o Brasil com mais investimento estrangeiro

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Eles já estavam superexpostos aos EUA e, hoje, não querem ter todos os ovos na mesma cesta”. (Foto: Reprodução)

O Brasil se beneficia do redirecionamento global de investimentos, impulsionado pelas políticas do presidente dos Estados Unidos , Donal d Trump. Da pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para baixar os juros às ameaças tarifárias contra aliados comerciais, as decisões de Washington levam investidores a reavaliar a exposição aos Estados Unidos. O resultado é uma nova onda de recursos direcionada a mercados emergentes, como o brasileiro.

Com isso, o Brasil ampliou sua participação em fundos globais. O peso do País no índice MSCI Emerging Markets (MSCI EM) – uma das principais referências para investidores estrangeiros – subiu para 4,63% no fim de janeiro, ante 4,32% em dezembro. Trata-se da maior fatia desde outubro de 2021, segundo dados da MSCI Inc.

Como o Brasil tem uma participação pequena em portfólios globais, qualquer movimento que os investidores façam é suficiente para se refletir nos preços dos ativos domésticos, diz um gestor em Nova York que pediu anonimato.

Segundo ele, eventuais empecilhos dos Estados Unidos viraram um período de bonança para o Brasil. Ele avalia que a situação não é positiva apenas para o Brasil, mas também para outros países emergentes.

Até aqui, o fluxo que vem do exterior para o Brasil ainda é “muito pequeno”, diz o diretor de macroeconomia para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. No acumulado do ano, a entrada líquida de capital externo na B3 está positiva em mais de R$ 33 bilhões.

Na visão de Ramos, o Brasil está surfando na onda externa, com dólar enfraquecido, juros em queda, inflação mais baixa e commodities em alta, mas não há um movimento de “sell America” – grandes operações de venda de ativos dos EUA por investidores.

“O que existe é diversificação. Os investidores não estão vendendo Estados Unidos para comprar Brasil ou outros mercados emergentes. Eles já estavam superexpostos aos EUA e, hoje, não querem ter todos os ovos na mesma cesta”, afirma o economista do Goldman Sachs.

Tanto é que o ponteiro do Brasil no MSCI se mexeu no início do ano, mas, ainda assim, o País segue muito longe dos tempos áureos de quando detinha o grau de investimento. Na ocasião, seu peso chegou a representar 17% do MSCI EM, posição que hoje permitiria que o Brasil desbancasse a Índia e a Coreia do Sul no índice, galgando a terceira maior fatia individual no índice. (Com informações do portal Estadão)

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