Quarta-feira, 11 de março de 2026

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Bruno Laux Efeitos da estiagem: Emater revisa safra e aponta queda na produção de grãos no Rio Grande do Sul

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Ao todo, o Estado deve deixar de colher 2,5 milhões de toneladas. (Foto: Defesa Civil RS/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Efeitos da estiagem

Presente na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, a Emater-RS apresentou nessa terça-feira a revisão da safra de verão 2025/2026, apontando uma queda de 7,1% na produção total de grãos no Estado devido à estiagem. Principal cultura do campo gaúcho, a soja sofreu o maior golpe do clima irregular, com a colheita estimada em 19 milhões de toneladas — um recuo de 11,3% sobre a projeção inicial. Na contramão, o milho teve a expectativa elevada em 3%, chegando a 5,9 milhões de toneladas, enquanto a projeção para o arroz foi ajustada para baixo, agora em 7,7 milhões de toneladas. O diagnóstico também revela quebras severas no feijão e uma retração de 1,6% na área total semeada com grãos de verão em solo gaúcho nesta temporada. Ao todo, o Estado deve deixar de colher 2,5 milhões de toneladas, prejuízo consolidado pela combinação de precipitações insuficientes e calor extremo em períodos críticos do ciclo.

Pacote antifeminicídio

A Assembleia Legislativa aprovou ontem (10) um pacote de 15 projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência de gênero e ao combate ao feminicídio no Rio Grande do Sul. Entre os destaques está a proposta do Capitão Martim (Republicanos), que eleva a Patrulha Maria da Penha à categoria de política pública permanente, garantindo sua estruturação e expansão para os 497 municípios gaúchos. Na área da educação, foi aprovado o texto de Adão Pretto Filho (PT) que autoriza a inclusão de conteúdos sobre prevenção à violência contra a mulher, de forma transversal, no currículo das escolas estaduais. A deputada Delegada Nadine (PSDB) teve dois projetos chancelados pelo plenário, prevendo a criação da “Linha Calma” para diálogo com homens e a implementação de um sistema de monitoramento preditivo de casos de violência. O conjunto de medidas aprovadas inclui ainda a criação do Selo Tolerância Zero com o Assédio para empresas que implementem ações de proteção a mulheres, proposto por Luciana Genro (PSOL) e a instituição de políticas de atenção integral aos órfãos do feminicídio no Estado, sugeridas por Jeferson Fernandes (PT).

Mobilidade precária

A Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação da Câmara de Porto Alegre debateu nessa terça-feira as queixas de usuários sobre a precariedade de horários e falhas no serviço de ônibus na capital. O vereador José Freitas (Republicanos) relatou denúncias sobre o desligamento do ar-condicionado para economia de combustível, horários reduzidos em linhas das regiões mais periféricas e a falta de retorno da prefeitura às reclamações feitas pelo canal 156. Em contrapartida, representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana e da EPTC sustentaram que o sistema apresenta melhoras, citando a renovação da frota e a previsão de cem novos ônibus elétricos para 2026. Sobre a climatização, a gestão municipal negou qualquer orientação para o desligamento dos aparelhos e garantiu que a fiscalização sobre o funcionamento dos equipamentos é intensa. Por fim, a EPTC admitiu o déficit de viagens noturnas e em áreas periféricas, mas anunciou que estuda ampliar a oferta de horários em bairros como Restinga e Lami nos próximos 40 dias.

Leilão questionado

As suspeitas de irregularidades no leilão do parque fabril da Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios Ltda. (Cosulati) durante seu processo de autoliquidação voltaram à pauta da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa nessa terça-feira. Os deputados Dr. Thiago Duarte (União) e Pedro Pereira (PSDB) questionaram o valor da arrematação, de R$ 49 milhões, que corresponderia a apenas um sexto da avaliação real do complexo industrial localizado no Sul do Estado. Durante o encontro, foi destacado que a empresa vencedora possui capital social inferior a R$ 1 milhão, o que reforçaria os indícios de anomalia financeira e falta de capacidade para a operação. O procurador da cooperativa, Josino Silveira, denunciou ainda a imissão de posse do comprador enquanto recursos sobre a nulidade do certame ainda tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4). A comissão encaminhará à Mesa Diretora do Parlamento um pedido de avaliação dos requerimentos apresentados para tentar revisar as bases do leilão e proteger os produtores da cadeia leiteira regional.

Provas ilícitas

Em Canoas, a Justiça gaúcha rejeitou nesta semana uma denúncia contra mulher acusada de provocar um aborto em 2018, acolhendo a tese da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS) sobre a ilicitude das provas. A defesa demonstrou que a investigação teve origem em uma quebra de sigilo médico, após profissionais de saúde relatarem o caso à polícia durante o atendimento hospitalar da paciente. Ao decidir pela rejeição, o juiz aplicou a teoria dos “frutos da árvore envenenada”, entendendo que a violação da confidencialidade contaminou todos os elementos produzidos na fase de inquérito. O magistrado destacou que transformar profissionais de saúde em agentes de persecução penal desestimula a busca por socorro médico em situações críticas, colocando em risco a saúde pública e direitos fundamentais. A sentença também mencionou a ausência de materialidade do crime, uma vez que o laudo do Departamento Médico-Legal foi inconclusivo quanto à ocorrência de gravidez ou abortamento.

Bruno Laux

@obrunolaux

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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