Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2017
Por orientação de sua defesa e em tratativas para fazer uma delação premiada, o empresário Eike Batista não respondeu às perguntas do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre o pagamento de propina ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Seu depoimento, no âmbito do processo da Operação Eficiência, durou apenas 13 minutos. Eike falou sobre seus empreendimentos no Estado do Rio, mas, no momento em que o juiz o questionou especificamente se houve pagamento de propina, o empresário optou por ficar em silêncio. Apesar disso, Eike disse querer colaborar:
“Quero colaborar 100% com a Justiça.” Eike foi preso na Operação Eficiência, deflagrada em janeiro, e foi para a prisão domiciliar em abril. Ele é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões a Cabral no exterior e mais R$ 1 milhão por meio do escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.
Ex-sócio de Eike, Flávio Godinho também preferiu ficar calado: “Tenho total interesse em colaborar com a Justiça, mas tenho que atender a orientação dos meus advogados.” (AG)
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