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Cláudio Humberto Eleição de Moraes pode ser reavaliada em fevereiro

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente

Tempo ao tempo
Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme
A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo
A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade
Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

A quatro dias da eleição 2022, ninguém acertou
Os institutos de pesquisa têm muito a provar, em 2026. Há quatro anos, nenhum acertou a disputa entre o então presidente Jair Bolsonaro e Lula. A quatro dias do primeiro turno em 2022, Quaest e Ipec (ex-Ibope) apostavam em vitória de Lula no primeiro turno, com votos válidos acima dos 50%. No primeiro turno Datafolha acertou 48% de Lula, mas chutou Bolsonaro com 34%. Na realidade, Lula fez 48,43% e Bolsonaro, 43,2%.

Vala comum
Já no segundo turno, o Datafolha se juntou aos demais institutos apostou em Lula com 16 pontos de vantagem. Ele acabou 1,8 ponto à frente.

Além da margem
O Quaest previa Bolsonaro com 33% e o Ipec achava que seria 31% a votação do ex-presidente no 1º turno. Erraram por mais de dez pontos.

Longe da realidade
No segundo turno foi ainda pior: o Ipec projetava 54% a 35% e Quaest, 52% a 38%; o placar real foi 50,9% a 49,1%.

Não aguentou
Em Grajaú, Fernando Haddad (PT) não terminou a carreata no caminhão alugado para levar o candidato ao Governo de São Paulo. A caranga estava soltando uma nuvem de fumaça incômoda e Haddad desceu.

Vai, mas volta
Termina nesta quinta-feira as exibições das incômodas propagandas eleitorais em rádio e TV. O aporrinhamento, e eventuais enganações, volta, em caso de segundo turno, entre 9 e 23 de outubro.

Batendo ponto
Foram quatro os ministros do STF na posse de Rodrigo Pacheco como ministro do TCU, ontem (30): Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Cristiano Zanin. O PGR Paulo Gonet também esteve lá

Assim não dá
Bia Kicis (PL-DF) se incomodou com a interferência do STF no TSE e apresentou projeto para que o ministro que invadir a competência de outro poder ou tribunal responda por crime de responsabilidade.

Sobrenome importa
Eduardo Bolsonaro comparou a negativa do Itamaraty em dar apoio a Flávio Bolsonaro, senador em exercício, para coletiva de imprensa em embaixada nos EUA, com ajuda a Lulinha na mudança para Madri.

Primeiro de todos
André Mendonça está tão convicto da sua posição no caso “Nossa Senhora”, pela derrubada das mentiras, que o ministro depositou o voto antes mesmo da abertura do Plentário Virtual do TSE. Às 10h de ontem.

Teve alta
A ausência de Ronaldo Mansur (Psol) no debate entre candidatos ao governo da Bahia foi por causa de um acidente de carro envolvendo o concorrente. O político voltava do enterro de um primo e bateu o veículo.

Fim do prazo
Termina nesta quinta-feira (1) o prazo de 72 horas que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal para se manifestar sobre a ação que questiona a validade da proibição das bets.

Pensando bem…
…vazamento pode fazer ministro vazar.

Poder sem Pudor

Encarando um provocador
Jânio Quadros, que renunciou à presidência da República após sete meses no cargo, fazia campanha para o governo paulista, em 1982, quando ouviu gritar um mendigo, com um toco de cigarro pendurado nos lábios: “Fujão! Fujão! Fujão!”. Jânio tentou ignorá-lo, mas, ao descer do palanque, lá estava o provocador: “Fujaããão!” Jânio olhou-o fixamente e partiu em sua direção, resoluto. Temia-se uma agressão física do ex-presidente. Ele parou diante do mendigo, que se calara de repente, paralisado, com medo. Jânio, num golpe rápido, ao invés de um soco, retirou o toco de cigarro dos lábios provocadores, colocou-o na própria boca e foi embora.

Cláudio Humberto

@diariodopoder

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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