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Eleições 2026 Eleições 2026: imprensa internacional repercute temor de interferência de Trump no Brasil

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NYT, Guardian, Le Monde e Reuters destacam possíveis ações de Washington, a aproximação entre Trump (foto) e Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

A possibilidade de interferência dos Estados Unidos na eleição presidencial brasileira por parte do governo de Donald Trump, aparece como um dos principais pontos de atenção da imprensa internacional às vésperas do pleito. O primeiro turno das eleições brasileiras ocorre neste domingo (4).

Reportagens, editoriais e artigos publicados por veículos como The New York Times, The Guardian, Le Monde e Reuters abordam desde medidas adotadas pelo governo brasileiro para se proteger de possíveis influências externas até manifestações de autoridades e aliados de Trump e os possíveis impactos de uma vitória de Flávio Bolsonaro.

NYT: Brasil reforça proteção da eleição

O New York Times classificou o pleito brasileiro como o maior teste para a direita na América Latina e para a influência de Trump na região. Segundo o jornal, candidatos de direita alinhados a Washington venceram as últimas sete disputas regionais, duas delas com apoio explícito do presidente americano.

Embora não tenha declarado apoio a nenhum candidato no Brasil, Trump, segundo o NYT, impulsionou Flávio Bolsonaro “de forma mais sutil”. Diante desse histórico, o Brasil estaria erguendo uma barreira contra uma possível interferência dos EUA.

As medidas incluem monitoramento de lobby estrangeiro e desinformação, combate a alegações falsas de fraude eleitoral e articulação com outros países. Também há preocupação com novas medidas de Washington contra Lula e campanhas digitais vindas do exterior.

O NYT descreve Lula como um dos poucos líderes mundiais dispostos a confrontar Trump e lembra seu discurso contra a ingerência externa na Assembleia-Geral da ONU.

Na avaliação do jornal, uma vitória de Flávio reforçaria os planos de Washington de ampliar sua influência na América Latina. O Brasil seria “o maior prêmio restante”, e um governo Flávio poderia se aproximar dos EUA em temas como crime organizado e minerais críticos.

O NYT também chama atenção para uma eventual contestação do resultado. Segundo o jornal, aliados de Flávio esperam encontrar apoio de Trump caso o candidato faça acusações de fraude após uma eventual derrota.

Guardian vê impacto além do Brasil

O britânico The Guardian afirma, em editorial publicado nesta quarta-feira, que a eleição brasileira apresenta uma escolha clara, mas uma disputa apertada. O jornal descreve Flávio como uma versão “menos grosseira e temperamental” do pai, Jair Bolsonaro, mas “não menos extremista”.

Para muitos eleitores dos dois lados, diz o editorial, o voto representa mais uma rejeição ao adversário do que apoio ao próprio candidato. O Guardian acrescenta que a maioria dos eleitores desaprova ambos.

O jornal lembra que Lula, aos 80 anos, disputa um quarto mandato, destaca seus programas sociais e aponta a economia e a violência como fatores que podem prejudicá-lo.

O Guardian também cita o escândalo do Banco Master e menciona o pedido de quase US$ 27 milhões feito por Flávio a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, além das mensagens entre o ex-banqueiro e um ministro do STF. Na avaliação do editorial, os episódios alimentaram a percepção de corrupção e reforçaram alegações da direita contra a condenação do ex-presidente.

Entre as propostas de Flávio, o Guardian destaca privatizações, cortes de gastos e impostos e a indicação de ministros conservadores e contrários ao aborto para o STF. Lembra ainda que o candidato diz que respeitará o resultado das urnas, mas ressalta o histórico de questionamentos da família Bolsonaro sobre o sistema eletrônico de votação.

Na política externa, o jornal afirma que uma vitória de Flávio encorajaria Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, na chamada “doutrina Donroe”, de maior intervenção dos EUA no Hemisfério Ocidental. Pondera, porém, que a pressão americana pode ter produzido efeito contrário, ao permitir que Lula se apresentasse como defensor do país diante das tarifas impostas por Washington.

O Guardian também aborda Amazônia e clima. Contrapõe o desmatamento registrado durante o governo Jair Bolsonaro à queda após a volta de Lula ao Planalto e afirma que uma mudança de rumo ambiental no Brasil teria consequências além das fronteiras do país.

Le Monde aborda pressão de Washington

A preocupação com a influência externa também aparece em um texto publicado pelo diário francês Le Monde e assinado por mais de 30 personalidades, entre elas o cantor e compositor Chico Buarque, o ex-jogador Raí, o economista Thomas Piketty e os vencedores do Nobel de Economia Joseph Stiglitz e Philippe Aghion.

Os signatários citam medidas adotadas pelo governo Trump contra o Brasil e acusam Flávio de ser “cúmplice” da influência americana nas eleições. O texto afirma que o pleito vai definir “se a maior democracia da América Latina continuará a ser uma democracia”.

O texto também relaciona a pressão americana a medidas como tarifas e restrições impostas a autoridades brasileiras e aborda a aproximação entre Flávio e integrantes do governo Trump. Para os signatários, uma vitória do senador representaria a continuidade do projeto político de Jair Bolsonaro.

Reuters cita relatório da Abin

Já a Reuters afirma que o “fantasma da interferência dos EUA em apoio a Flávio Bolsonaro” paira sobre a votação e lembra que Lula disse ter alertado Trump para não interferir no pleito.

A agência revelou que autoridades francesas e alemãs estiveram em Brasília em setembro e receberam da Abin informações sobre supostas interferências dos EUA e da Rússia nas eleições. Segundo relato obtido pela Reuters, a atuação atribuída aos americanos iria de ações de “lawfare” a interferências abertamente reconhecidas. Não foram apresentados detalhes sobre a suposta atuação russa.

A visita ocorreu em meio à preocupação europeia com o apoio de Trump a candidatos alinhados ao movimento MAGA. A Reuters relata ainda que os ataques cibernéticos no Brasil quase dobraram em relação a 2025, com aumento também de invasões e tentativas de phishing contra a Presidência da República.

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3 Comentários
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Hélio
1 de outubro de 2026 15:00

Essas narrativas se prestam para uma série de situações …
CUIDADO com os “canhotos “.
Tanto os daqui, quanto os de lá, sabemos do que eles são capazes..

MIRO
1 de outubro de 2026 16:24
Responder para  Hélio

Perfeito

MIRO
1 de outubro de 2026 14:41

Aonde estavam estes MALDITOS, quando a democracia a liberdade de imprensa , foi sepultada no Brasil???

A frase “só durante as eleições” atribuída à ministra Cármen Lúcia faz referência a declarações sobre a restrição de certas regras excepcionais de conduta ou o foco de atuação da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF) limitados ao período crítico do pleito………..PERIODO QUE DURA 6 ANOS….

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