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Política Eleições 2026: pré-candidato Ronaldo Caiado anunciará Kassab como vice em chapa do PSD na disputa pela Presidência

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Kassab é considerado um dos principais articuladores políticos do País.

Foto: Divulgação/PSD
Kassab é considerado um dos principais articuladores políticos do País. (Foto: Divulgação/PSD)

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, deve anunciar nesta quarta-feira (1º) o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa para as eleições de 2026. A confirmação é tratada como certa por integrantes da cúpula do partido e deverá ser oficializada durante uma coletiva de imprensa em Brasília, consolidando uma chapa formada exclusivamente por integrantes do PSD.

A escolha de Kassab representa o desfecho de semanas de negociações internas e reforça a estratégia do PSD de lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. Além de presidir o partido, Kassab é considerado um dos principais articuladores políticos do país e terá a missão de ampliar alianças regionais, negociar apoios no Congresso e fortalecer a presença da candidatura nos maiores colégios eleitorais. A expectativa da direção da legenda é de que sua experiência política ajude a impulsionar uma campanha que ainda aparece distante dos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.

A possibilidade de Kassab integrar a chapa vinha sendo discutida desde maio, quando lideranças históricas do PSD, como Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, defenderam publicamente seu nome para a vice-presidência. Na ocasião, o dirigente afirmou que recebia a indicação “com honra”, mas ressaltou que a decisão dependeria das conversas internas e da palavra final de Caiado. “Como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva”, declarou Kassab em nota divulgada nas redes sociais.

Nos últimos meses, Caiado chegou a negociar uma possível composição com outras legendas de centro e de direita, incluindo o Novo, do ex-governador Romeu Zema. As conversas, entretanto, não avançaram, e o PSD passou a defender uma chapa “pura”, com dois integrantes da própria legenda. Para aliados do ex-governador de Goiás, a escolha facilita a coordenação da campanha e preserva a identidade do projeto político apresentado pelo partido.

A candidatura de Caiado foi oficializada pelo PSD em março, após um processo interno que envolveu também os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O partido optou pelo ex-governador goiano como representante na disputa presidencial, apostando em sua experiência administrativa e em sua identificação com pautas ligadas ao agronegócio, à segurança pública e ao equilíbrio fiscal. Desde então, Caiado percorre diferentes estados em busca de apoio político e tenta se consolidar como alternativa à polarização nacional.

Durante entrevistas recentes, Caiado afirmou que pretende representar uma direita de perfil liberal e conservador, mas independente do bolsonarismo. O pré-candidato costuma destacar indicadores de sua gestão em Goiás, especialmente nas áreas de segurança pública, educação e contas públicas, como exemplos do modelo que pretende levar ao governo federal. “Quero apresentar ao Brasil uma gestão eficiente e comprometida com resultados”, afirmou em eventos de pré-campanha.

Para Kassab, a composição também representa uma mudança de estratégia. Nos primeiros meses do ano, o dirigente defendia que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fosse o principal nome da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL e a ausência de consenso entre as forças de oposição, o PSD decidiu investir em candidatura própria e fortalecer a chapa encabeçada por Caiado.

Apesar da oficialização da chapa, dirigentes do PSD reconhecem que o principal desafio será ampliar o desempenho nas pesquisas eleitorais. Os levantamentos divulgados até o momento colocam Caiado com índices entre 2% e 5% das intenções de voto, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Ainda assim, o partido aposta que o início oficial da campanha, os debates televisivos e o tempo de exposição nacional poderão aumentar a competitividade da candidatura ao longo dos próximos meses.

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1 Comentário
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MIRO
30 de junho de 2026 18:43

É….parece que vamos tão somente mudar de quadrilha….!!

Tenho pena desta tribo chamada BRAZIL.

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