Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
A prisão de empreiteiros envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras já está afetando a dinâmica das eleições municipais de 2016 no Rio. As empresas, que estão entre maiores financiadores de campanhas eleitorais do Brasil, reduzirão os investimentos na divulgação de políticos no ano que vem e, temem lideranças, a falta de dinheiro para o pagamento das despesas com materiais de campanha, propaganda na televisão e organização de carreatas.
Há a suspeita, ainda, de que muitas empresas não farão doações com medo de serem relacionadas aos desvios. Além disso, diretórios municipais têm enfrentado problemas para fechar as listas de candidatos a vereadores: a provável falta de verbas está amedrontando quem quer iniciar carreira política.
Os partidos só podem começar a arrecadar dinheiro para as campanhas no ano que vem. Até lá, tentam sobreviver com o fundo partidário, dinheiro repassado para as legendas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Neste ano, o repasse supera os 100 milhões de reais, e é dividido entre os diretórios nacionais de acordo com o tamanho das bancadas federais. Depois, cada diretório repassa a quantia aos Estados. O valor, segundo os dirigentes estaduais, é pequeno demais. Nas palavras de um importante político, será uma campanha “de todos com o pires na mão” .
Entre as doadoras está a construtora OAS, uma das que mais contribuiu com campanhas eleitorais naquele ano.
A reforma política em discussão no Congresso também barateará as campanhas. Em 2014, para se ter ideia, 28 dos 32 partidos em atividade no Brasil receberam recursos de empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. No total, também de acordo com os dados do TSE, políticos receberam 277,2 milhões de reais.
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