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Mundo Entenda como as propostas dos presidenciáveis argentinos Milei e Massa podem impactar o Brasil

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Os dois candidatos vão disputar o segundo turno da eleição no dia 19 de novembro.

Foto: Reprodução
Os dois candidatos vão disputar o 2º turno da eleição no dia 19 de novembro. (Foto: Reprodução)

Para o governo brasileiro, as promessas de campanha do governista Sergio Massa à presidência da Argentina agradam mais do que as apresentadas pelo líder ultradireitista Javier Milei. Os dois candidatos vão disputar o segundo turno da eleição no dia 19 de novembro. O vencedor tomará posse em 10 de dezembro.

Massa, ministro da Economia do governo de Alberto Fernández, defende o equilíbrio fiscal, políticas sociais e tem o Mercosul como prioridade. Enquanto Milei defende tirar a Argentina do bloco sul-americano e afirma querer dolarizar a economia do país, o que poderá causar impacto negativo, principalmente para as exportações brasileiras.

Massa conseguiu mais votos do que Milei, no domingo (22), mesmo com inflação de 138,3% no mês de setembro e o peso desvalorizado em quase 150% em relação ao dólar.

Integrantes do governo brasileiro, entendem que, apesar da economia devastada do país vizinho, as propostas do candidato governista teriam um reflexo positivo para o Brasil e para a economia da região como um todo, pois tratam de responsabilidade fiscal. Já as promessas de Milei assustam o Brasil, por sinalizarem mudanças de regras.

Massa acena com medidas que visam o equilíbrio fiscal, o superávit comercial e uma taxa de câmbio competitiva. Com isso, conforme o candidato, será possível a adoção de políticas de distribuição de renda e mais educação pública, por exemplo. Ele também diz que haverá simplificação tributária para que as empresas possam contratar mais trabalhadores.

O Brasil tem apoiado a Argentina nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e no lobby para a liberação de dinheiro ao país vizinho por outros organismos multilaterais de crédito. O peronista também afirma que o Mercosul será sua prioridade. E ressalta que um dos resultados dessa integração, previsto para se concretizar nos próximos anos, será a construção de um gasoduto até o Brasil, com o auxílio do governo petista.

Javier Milei, por sua vez, coleciona preocupações por parte do governo Lula. Recentemente, o líder do A Liberdade Avança declarou que o peso argentino era “excremento”, gerando ainda mais incertezas no mercado.

Milei promete um corte significativo nas despesas públicas, uma reforma para reduzir os impostos, a redução significativa do número de ministérios, a queda gradual dos planos sociais, a “liquidação” do Banco Central e a dolarização da economia. Para um interlocutor da área econômica, embora a economia brasileira tenha demonstrado descolamento da argentina, esse tipo de atitude poderia afastar investimentos da região.

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Paulo Jesus Corrêa
24 de outubro de 2023 02:56

O Brasil apoiando negociatas do FMI, nada melhor que um dia depois do outro!

Vanderlei Ochoa
24 de outubro de 2023 10:51

A extrema direita radical do mundo, se espalhando por países da América Latina. Golpistas, oportunistas, se apresentam como “Salvadores da pátria” com discurso fácil e enganador. Esperamos que o povo culto Argentino não caia no papo desse tipo como o nosso povo caiu no papo do mito bolso-terrorista-golpista-osmar terra planista-cloroquina.

Juarez Fogliatto
24 de outubro de 2023 14:52

Com a desaprovação pública da candidata Bullrich ao Massa, se infere que a mesma tem simpatia pelo Milei. Provavelmente seus eleitores irão transferir seus votos para o Milei, no segundo turno de 19 de novembro. Além disso, entre os dois candidatos que tiveram menor votação, um deles também é de centro-direita, e seus votos deverão migrar para Milei. Se isso se confirmar, Massa não vencerá no segundo turno. Peronistas e petistas tem forte elo ideológico, daí a opinião do atual governo federal.

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