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Rio Grande do Sul Eleições no RS: debate na Federasul reúne pré-candidatos a vice-governador

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Cláudio Diaz, Edegar Pretto, Ernani Polo e Silvana Covatti. (Foto: Arte sobre foto de divulgação)

Em edição especial da reunião-almoço “Tá na Mesa” realizada nessa quarta-feira (17), a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) recebeu em sua sede os quatro pré-candidatos ao governo gaúcho nas eleições de outubro, para um debate sobre temas decisivos nos rumos do Estado. Compareceram Cláudio Diaz, Edegar Pretto, Ernani Polo e Silvana Covatti.

– Diaz (PSDB) concorrerá como vice de Marcelo Maranata (PSDB).

– Pretto (PT) forma chapa com Juliana Brizola (PDT).

– Polo (PSD) compõe nominata com Gabriel Souza (MDB).

– Silvana (PP) integra a chapa de Luciano Zucco (PL)

O jornalista Guilherme Macalossi mediou o encontro, dividido em cinco blocos e cujo roteiro teve como destaque os debates sobre temas como educação, saúde, infraestrutura e segurança pública, além de respostas a questões formuladas pela própria entidade-anfritriã. Antes, houve manifestação por parte do presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa.

Ele destacou a importância de se conhecer os planos de cada chapa para reerguer o Rio Grande do Sul, vítima de uma sequência de eventos climáticos extremos que comprometeram a capacidade produtiva do Estado. Também defendeu a importância de se recuperar a saúde financeira dos produtores rurais, em um cenário no qual o agronegócio é o motor da economia gaúcha.

Cláudio Diaz

O pré-candidato a vice-governador disse que é preciso coragem para enfrentar tudo que está impedindo o crescimento do Rio Grande do Sul. Também questionou as privatizações realizadas nos últimos governos e criticou o “cabide de empregos na Portos RS”, em alusão à empresa pública do governo gaúcho responsável por administrar o sistema hidroportuário.

Lamentou, ainda, que 850 mil gaúchos aguardem na fila por atendimento em saúde. Na educação disse que os governos petistas levaram a ideologia para dentro das escolas querendo transformar alunos em militantes políticos.

Edegar Pretto

O postulante a vice-chefe do Executivo estadual mencionou o fato de o Estado registrar nos últimos 20 anos os menores índices de crescimento: “O modelo de governar atual se esgotou, perdeu a capacidade de avançar”. Ele prometeu transformar o Rio Grande do Sul em “um canteiro de obras” e buscar todos os possíveis investimentos que possam vir para o Estado.

Para enfrentar os entraves da falta de infraestrutura defendeu a integração dos modais. Na área da educação, prometeu estruturas melhores e a valorização dos professores, além de alimentação nutritiva para alunos. Lamentou que 73% das escolas não possuam ar-condicionado e defendeu a educação profissionalizante para qualificar a mão-de-obra.

Ernani Polo

Conforme o pré-candidato a vice, os empreendedores e o setor produtivo terão espaço privilegiado em seu gabinete, caso seja eleito. Reconheceu que a saúde precisa de avanços, mas destacou que importantes questões foram enfrentadas pelo atual governo, destacando especialmente as dívidas com os hospitais e a compra de equipamentos.

Também anunciou que pretende utilizar inteligência artificial no combate a crimes, especialmente feminicídios. Lamentou a tensão diante do licenciamento para a nova fábrica de celulose da CMPC. Por fim, defendeu a renegociação da dívida dos produtores rurais.

Silvana Covatti

Em sua manifestação, Silvana apontou como inadmissível o grau de insegurança vivido no Rio Grande do Sul e combaterá fortemente os feminicídios. Nas questões de infraestrutura, apontou a necessidade de iniciativas como dar andamento a hidrovias “que não saem do papel”, ampliar a malha rodoviária e retomar ferrovias que “encolheram”.

Prometeu, ainda, uma revisão do atual modelo de concessões. Por fim, garantiu que dará prioridade à saúde e educação, valorizando o ensino profissionalizante: “Vamos trabalhar muito em busca de soluções para os problemas dos gaúchos. Desejamos recuperar a autoestima e o orgulho do nosso povo”.

(Marcello Campos)

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