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Geral Em assembleia, os professores estaduais decidem manter a greve no Rio Grande do Sul

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Principal reivindicação da categoria é o pagamento em dia dos salários do funcionalismo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Os professores estaduais decidiram em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (31) manter a greve iniciada no dia 5 de setembro. Agora, os 42 núcleos do sindicato construirão uma contraproposta para o governo.

Durante a última audiência entre o Comando de Greve e representantes do Executivo, na segunda-feira (30), o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e o secretário da Educação, Ronald Krummenauer, afirmaram que o Estado assumirá o compromisso de fazer o pagamento integral da folha no último dia do mês, a partir de 30 de dezembro de 2017, somente se houver crescimento econômico nos próximos meses, a venda do excedente do controle acionário do Banrisul e a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados com o governo federal.

Na ocasião, o governo comprometeu-se em retirar a Proposta de Emenda Constitucional nº 257/2016, que revoga o artigo 35 da Constituição Estadual, acabando com a obrigatoriedade de pagar em dia os salários e o 13º dos servidores. O governo também se comprometeu em não demitir os professores e funcionários de escola com contratos temporários, que aderiram à greve.

A principal reivindicação dos professores é o pagamento em dia dos salários do funcionalismo, mas eles são contra os projetos de venda de ações do Banrisul e da renegociação da dívida do Estado com a União. A solução para conter a crise financeira, conforme os educadores, passa pelo combate à sonegação fiscal. Desde fevereiro de 2016, os servidores recebem seus salários de forma parcelada.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, divulgou uma nota oficial no site do governo do Estado. Confira na íntegra:

Greve representa setores partidários, não categoria de professores

Ao radicalizar e manter a greve, o Cpers se divorcia ainda mais da sociedade gaúcha. É triste, mas é a realidade. A verdade é que grupos radicais, ligados ao PT e ao PSOL, estão por trás da decisão de esticar uma greve que extrapolou os limites, colocando em risco o ano letivo – ou seja, prejudicando estudantes e suas famílias.

A greve tem cada vez menos adesão. Não representa a categoria dos professores, mas apenas setores militantes e engajados politicamente. O governo fez tudo o que podia: pagar antes os salários de quem ganha menos, propor indenização dos servidores pelo atraso, sinalizar o momento em que os salários deverão ser pagos em dia novamente e retirar de tramitação na Assembleia Legislativa uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

Fez inúmeras reuniões, falou sempre a verdade, avançou nas propostas. As saídas estavam postas. O Cpers escolheu isolar-se. As pautas do Cpers desta terça-feira (31) não trazem nenhuma menção ao aluno. Em vez disso, aparece até solidariedade a movimento anarquista. Onde isso vai parar?

Restou apenas uma luta eleitoral, que não tem o mínimo interesse na educação pública do Rio Grande do Sul. Não é isso que a sociedade quer, nem mesmo os professores. As dificuldades existem, mas não é desse modo que vamos superá-las.

O governo lamenta o uso da Educação e do sindicalismo para fins políticos. Continuará dialogando, mas tendo como foco o aluno.

Os professores têm visão crítica e independência. O governo pede que voltem às aulas para que possamos continuar evoluindo. O Rio Grande precisa de todos.

 

 

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