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Brasil Em ato no Rio de Janeiro, Marina disse que o voto não precisa ser motivado pelo medo ou pela raiva

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Marina Silva visitou a família no Acre. (Foto: Reprodução/Instagram)

A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, disse na sexta-feira (5) que o voto no domingo (7) não precisa ser motivado pelo medo ou pela raiva. Ela fez campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Marina conversou com eleitores e falou sobre propostas. Ela também pediu que a população vote com consciência.

“Nós estamos em um país que está dividido. Uma parte vota em um grupo porque tem medo do outro, ou porque tem raiva do outro. Você não precisa usar seu voto pelo medo ou pela raiva. Você pode usar o seu voto para construir e unir o Brasil”, afirmou Marina.

A candidata participou na noite de quinta-feira (4) de debate entre presidenciáveis promovido pela TV Globo.

Além dela, participaram do debate nos estúdios Globo, no Rio de Janeiro, Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Henrique Meirelles (MDB). O mediador foi o jornalista William Bonner.

Na Baixada Fluminense, Marina voltou a apresentar propostas de campanha, como a meta de criar 2 milhões de vagas em creches e oferecer uma bolsa para alunos do ensino médio.

“As minhas propostas para unir o Brasil são de qualidade. Vamos criar dois milhões de vagas em creches para as nossas crianças. O Bolsa Jovem, que vai dar uma poupança para dois milhões de jovens. Quando o jovem entra no Ensino Médio ele recebe um primeiro depósito e depois do Enem ele terá uma poupança de R$ 3,7 mil para dar continuidade aos seus estudos”, disse a candidata.

Família

“A tia Marina quer tirar uma foto”, avisa um menino no lobby do hotel no centro de Rio Branco, capital do Acre, puxando os adultos para a escada da frente.

“Tia Marina” é a candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, que em seu último dia de campanha decidiu fazer agendas privadas para encontrar a família na terra natal.

“Não tem nem a metade da metade da metade”, brinca a candidata, quando perguntada sobre o tamanho da família, que enchia o saguão.

Uma caminhada no centro da cidade estava prevista, mas segundo dirigentes locais foi cancelada porque “não teria o impacto eleitoral desejado”. “No sábado à tarde aqui em Rio Branco não tem fluxo de pessoas”, disse Julio César de Sousa, porta-voz da Rede no Estado.

Um grupo de cerca de 50 apoiadores e familiares da candidata se aglomerou no aeroporto para esperar a chegada da comitiva da campanha. Junto com Marina, vieram coordenadores, membros da equipe e o marido, Fábio.

Com a candidatura desidratada, tendo caído de 16% nas intenções de voto para 4%, segundo pesquisas Datafolha, o clima é de final de festa, apesar das afirmativas de que ainda espera chegar ao segundo turno.

O último ato público previsto da campanha de Marina Silva foi o encontro no aeroporto, em que deu breve entrevista coletiva.

“A população tem que ter a consciência de que uma eleição em dois turnos, no primeiro turno a gente vota em quem acredita”, afirmou. Em baixa nas pesquisas, a candidata sofre a migração do voto útil para candidaturas mais bem posicionadas.

“As pessoas não podem votar porque têm medo ou porque têm raiva”, disse. “Se a gente continuar dessa forma, a gente vai para um poço sem fundo.”

A candidata se emocionou as duas vezes que mencionou o pai, morto em janeiro deste ano, aos 90 anos. “É a primeira vez que eu vivo a experiência de chegar aqui e não encontrar meu pai”, disse.

Segunda mais velha de oito irmãos, todos ainda em Rio Branco, foi recepcionada por duas irmãs na chegada à cidade natal.

Neste domingo (7) a candidata vota em Rio Branco e depois embarca para Brasília, onde mora, para acompanhar a apuração das urnas.

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