Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2018
O candidato do PDT a presidente da República, Ciro Gomes, afirmou neste domingo (23) durante campanha em Teresina (PI) que suas melhores propostas para o País são “trabalho para os pais e educação para o filhos”.
Ciro Gomes caminhou pelo entorno do mercado público do bairro Dirceu Arcoverde, em Teresina. O candidato conversou com jornalistas e cumprimentou eleitores, antes de partir para outro evento na cidade vizinha de Timon, no Maranhão.
“As melhoras propostas podem ser basicamente resumidas em duas frases: trabalho para os pais e educação para o filhos”, disse o candidato.
Ciro Gomes voltou a falar sobre a sua proposta para quitar débitos de consumidores no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), projeto que ele batizou de “Nome Limpo”. Nas contas de Ciro, há atualmente cerca de 63 milhões de pessoas com restrição de crédito no SPC, correspondente a 30% da população brasileira.
Segundo o candidato, a medida é necessaria para a retomada do crescimento. Para o mesmo objetivo, Ciro Gomes defende a reestruturação das condições de financiamento empresarial e para a agricultura.
“Nós precisamos retomar o desenvolvimento. Ajudar as familias a se livrarem do SPC e esse é um projeto que eu tenho bem estudado, nós precisamos restaurar a condição de financiamento empresarial, reestruturando com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], o Banco do Brasil e a Caixa Econômica a condição estrangulada das empresas brasileiras – 220 mil lojas fecharam nos últimos três anos, 13 mil indústrias foram fechadas nos últimos três anos”, afirmou.
“Precisamos arrumar as contas públicas, começando por crédito para a agricultura familiar, crédito para a agricultura de alta linhagem e fundamentalmente uma explosão de empregos com construção civil, moradia popular e saneamento básico e, por fim, retomar a industrialização perdida pelo Brasil”, concluiu.
“Falhando miseravelmente”
Ciro Gomes também afirmou neste sábado (22) que “a política está falhando miseravelmente com o povo brasileiro”, o que faz a população ver a política como uma “guerra odienta”. A declaração do pedetista foi dada durante discurso em João Câmara, na região Agreste do Rio Grande do Norte.
Durante sua fala, o presidenciável elencou alguns dos problemas que, segundo ele, levaram o País ao “desmantelo” e a uma “revolta” da população com a política. Ele afirmou ainda que o discurso de ódio está forte a partir do Sul do País, mas que o Nordeste e as mulheres “vão salvar o Brasil do precipício”.
“Duzentas e vinte mil lojas foram fechadas nos últimos três anos no Brasil. 13 mil indústrias foram fechadas. Nesse desmantelo todo, o povo brasileiro olha para a política e, vamos concordar, o que o povo está vendo na política nos últimos anos do Brasil? Essa guerra odienta. É só ódio, é só um botando defeito no serviço do outro, é só um desfazendo o serviço do outro, é só violência. E ai, o que acontece? Parte muito importante do nosso povo perdeu a confiança”, afirmou.
Ciro se disse preocupado com a parte grande dos brasileiros que ao invés do desânimo e da desistência, está revoltada.
“Não faltam razões, e nós temos que compreender o nosso povo. A política brasileira está falhando miseravelmente com o povo brasileiro. E a gente precisa entender com humildade e coração. O nosso povo está revoltado, e um povo revoltado sem causa, um povo revoltado sem a guia de uma ideia, um povo revoltado sem um plano para transformar essa revolta em alguma coisa produtiva que construa, só dá em ódio. Revolta sem causa, revolta sem ideia, só dá em violência”.
Em seguida, o presidenciável afirmou que Jair Bolsonaro (PSL) entendeu esse sentimento de revolta do povo. “Eu estou é muito preocupado, porque lá do Sul para cá é muito forte a força desse discurso nazista, desse discurso violento, desse discurso do ódio. E a primeira vítima foi ele [Bolsonaro], que produziu essa aberração que nunca tinha acontecido no Brasil. Eu sei que o Nordeste, e em especial a mulher brasileira, vão nos salvar desse precipício”.
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