Domingo, 11 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Em carta, FHC pede união contra candidatos radicais para evitar agravamento da crise

Compartilhe esta notícia:

O ex-presidente lembrou que a decisão do povo é soberana.  (Foto: Renato Araujo/ABr)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou nesta quinta-feira (20) uma carta aos brasileiros na qual pede aos candidatos que não apostam em soluções extremas que se reúnam e decidam apoiar quem “melhores condições de êxito eleitoral tiver”, caso contrário a “crise tenderá certamente a se agravar”.

Segundo FHC, ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, “com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague”, ou o “remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política”.

Ele lembra que a decisão do povo é soberana. “Em plena vigência do Estado de Direito nosso primeiro compromisso há de ser com a continuidade da democracia. Ganhe quem ganhar, o povo terá decidido soberanamente o vencedor e ponto final.”

Fernando Henrique Cardoso, no entanto, lembra as Diretas-já e fala sobre a necessidade de frear os rumos do que chamou de “marcha da insensatez” para evitar que a insatisfação geral e a falta de tolerância levem a uma crise ainda maior.

“Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado.”

O ex-presidente cita o ataque a Jair Bolsonaro (PSL) como um exemplo radicalização que deveria ser visto como alerta.

“É neste quadro preocupante que se vê a radicalização dos sentimentos políticos. A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos.”

Ele diz ainda que há medidas urgentes que o próximo governo deverá tomar e que poucos têm coragem e condição política para isso, citando a reforma da previdência.

“São medidas que exigem explicação ao povo e tempo para que seus benefícios sejam sentidos. A primeira dessas medidas é uma lei da Previdência que elimine privilégios e assegure o equilíbrio do sistema em face do envelhecimento da população brasileira. A fixação de idades mínimas para a aposentadoria é inadiável. Ou os homens públicos em geral e os candidatos em particular dizem a verdade e mostram a insensatez das promessas enganadoras ou, ganhe quem ganhar, o pião continuará a girar sem sair do lugar, sobre um terreno que está afundando.”

O ex-presidente finaliza dizendo ser hora de juntar forças e escolher bem, “antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização”, e que se pense no País, e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Assistido por 10 mil pessoas, o desfile do 20 de setembro reforçou o simbolismo e comemorou a identidade gaúcha
Naufrágio de balsa na Tanzânia
Pode te interessar