Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Brasil Em casa, delegado faz fisioterapia depois de levar seis tiros de modelo

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Além de delegado, Paulo é instrutor de tiro e faz sucesso na internet. (Foto: Reprodução)

Depois de 13 dias internado no Hospital estadual Mário Covas, em Santo André, o delegado paulista Paulo Bilynskyj, de 33 anos, recebeu alta e continua em casa os trabalhos de reabilitação e fisioterapia e o tratamento com antibióticos. Paulo foi atingido por seis disparos dados pela namorada, a modelo gaúcha Priscila Delgado, de 27, na manhã do último dia 20. Um dos tiros lhe deixou com dificuldades de locomoção.

De acordo com a advogada do delegado, Priscila Silveira, ele está recebendo ajuda do pai e do irmão. Paulo foi baleado na mão, fígado, tórax e bacia, e passou por cirurgias. No hospital, ele gravou em vídeo sua versão para o que aconteceu entre os dois. “Ontem [terça-feira, dia 20], Priscila, minha namorada, viu uma mensagem de antes de ela ir para minha casa. Hoje [quarta-feira], antes de eu sair do banho, ela deu seis tiros em mim. Depois deu um tiro nela mesma”, disse Paulo, que apareceu deitado numa maca nas imagens.

Priscila chegou ao hospital com um tiro no peito, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo depois. Ela não chegou a prestar depoimento. De acordo com investigações da Polícia Civil, o casal se conheceu em dezembro do ano passado e foi morar junto, no apartamento do rapaz, em São Bernardo do Campo, em abril. Eles estavam com casamento marcado para a noite desta sexta-feira (5).

O inquérito apura se os dois teriam iniciado uma discussão e, no auge da briga, furiosa, a modelo teria atirado seis vezes contra o delegado. Sobre a perfuração que atingiu Priscila, há a possibilidade de ela ter se matado ou de Paulo ter feito o disparo. A perícia feita no apartamento teria mostrado que a bala que matou a modelo não partiu da arma que estava perto do seu corpo. Ao analisar o trajeto do projétil, os peritos acreditam que a versão sobre o suicídio da modelo é pouco factível.

Em mensagens trocadas entre ele e a sua ex-namorada na véspera do crime, o policial revela pavor da modelo. Na conversa, ele diz a Juliana Trovão que terminou o namoro com a modelo naquele instante e relata o desdobramento da situação. O delegado assume que está com “muito medo” de ela fazer “algo errado” e relata ainda que Priscila está chorando muito. Como resposta, Trovão diz que não conseguiria dormir ao lado dela com tantas armas no apartamento. O delegado responde ter pedido para a namorada dormir em um hotel, mas que ela se recusava a sair.

Ele então, segundo as mensagens, diz que vai dormir no quarto de hóspedes, onde estão as armas da casa. Trovão o aconselha a trancar a porta. Nas primeiras horas da manhã do dia seguinte, ele mandou outra mensagem a Trovão contando que a namorada poderia estar grávida. “O que eu faço?”, perguntou o delegado. “Sai de casa!”, respondeu a ex-namorada. Bilynskyj não chegou a ver essa mensagem porque foi alvejado pela modelo.

Além de delegado, Paulo é instrutor de tiro e faz sucesso na internet com vídeos e fotos de operações policiais em suas redes sociais. Um de seus canais tem 350 mil inscritos. Em algumas fotos pessoais na web, Priscila também aparece empunhando armas. A pistola, que teria sido usada no crime, foi periciada e apreendida, juntamente com mais quatro armas (outra pistola, um fuzil, uma metralhadora e uma espingarda) e munições.

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