Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de abril de 2018
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve seguir regras similares às de outros presos na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), com a diferença de que estará isolado dos demais.
O petista ficará em uma sala no NIP (Núcleo de Inteligência Policial), no quarto andar do prédio. Isso significa que Lula estará fora da custódia, onde estão detentos como o ex-ministro Antonio Palocci e o sócio da OAS Léo Pinheiro (também condenado no caso do tríplex).
Tanto as visitas como o banho de sol não serão realizados em conjunto com os demais presidiários. Ainda assim, a princípio, as regras são as mesmas: visitas às quartas-feiras e duas horas de banho de sol por dia. Caso Lula se apresente à carceragem nesta sexta (6), como determinou o juiz Sérgio Moro, é possível que seja negociada uma visita antes da próxima quarta-feira (11).
No despacho, Moro afirmou que, “em razão da dignidade do cargo ocupado”, foi preparada uma sala reservada, “espécie de Sala de Estado Maior”, na qual Lula ficará separado dos demais presos, sem risco para sua integridade moral ou física.
Com dimensões de 3 m x 5 m, a sala conta com uma cama, uma mesa e um banheiro exclusivo. O cômodo, utilizado como dormitório por agentes da polícia em missão, passou por algumas modificações para a chegada do ex-presidente, como a retirada de uma cama beliche.
O local será vigiado 24h por dia, em um revezamento entre servidores da Polícia Federal, para garantir a segurança do petista.
Lula tem até as 17h desta sexta (6) para se apresentar à PF em Curitiba. O petista ainda avalia se cumprirá a determinação ou se aguardará a polícia buscá-lo em São Bernardo do Campo (SP), como desejam aliados.
Direitos Humanos
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um pedido de liminar no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra, no qual pede que o órgão solicite ao governo brasileiro que impeça a prisão dele até que se esgotem os recursos contra sua condenação em todas as instâncias da Justiça.
Os advogados Cristiano Zanin, Valeska Zanin e Geoffrey Robertson alegam que o julgamento da última quarta-feira (4), quando o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou, por 6 a 5, um habeas corpus preventivo de Lula, precisa ser examinado por um tribunal independente.
“A decisão por uma estreita margem, tomada na quarta-feira, 04 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal, demonstra a necessidade de um tribunal independente examinar se a presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra o ex-presidente”, disseram os advogados por meio de nota.
Lula encontra-se no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Na quinta-feira (6), o juiz federal Sérgio Moro pediu a prisão do ex-presidente no caso do tríplex no Guarujá (SP), determinando que ele se entregasse à Polícia Federal até as 17h desta sexta-feira (6).
Os comentários estão desativados.