Terça-feira, 21 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de setembro de 2019
A festa de fim de ano dos presos da Operação Lava-Jato no Complexo Médico-Penal, na região metropolitana de Curitiba (PR), já está sendo organizada. Estão entre os detentos do local o ex-ministro José Dirceu e o ex-operador do PSDB Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.
Feita anualmente pelo Conselho da Comunidade, órgão da sociedade civil que fiscaliza os presídios de Curitiba e região, o evento terá show com a dupla sertaneja Bruno César e Leandro, distribuição de lanches e orações feitas por líderes religiosos.
Novo procurador
O nome do novo procurador-geral da República, Augusto Aras, não repercutiu tão bem como o presidente Bolsonaro pensava. Até mesmo aliados próximos do presidente e boa parte da bancada do PSL não gostou da indicação. A indicação também irritou os “bolsonaristas” nas redes sociais.
Augusto Aras deu uma festa para o “núcleo duro” do PT há cinco anos. O evento ocorreu em agosto de 2013 e reuniu 80 pessoas. Convidados relataram que para homenagear o amigo, Aras comprou 80 exemplares do livro do petista. Emiliano, que também é autor do Lamarca: o capitão da guerrilha, sobre Carlos Lamarca, assinou os exemplares.
Dilma era presidente
Em dado momento da noite, Rui Falcão fez um pequeno discurso comemorando o momento político brasileiro (na época com a presidência de Dilma Rousseff) e parabenizando Emiliano, segundo relatos de presentes ao evento.
Já Augusto Aras teria parabenizado, emocionado, o amigo escritor. Presentes no jantar dizem que o amigo petista foi chamado de “história encarnada e compromisso com ideias libertários de que a democracia precisa”.
O livro tem posfácio assinado por Paulo Vannuchi, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) – instituição crítica à política de Bolsonaro para os direitos humanos.
Emiliano conta, no livro, como presos políticos na Bahia se aglomeravam na penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. Também traz depoimentos do guerrilheiro Carlos Marighella Filho e narra como ocorreu a emboscada que o matou.
Amigos petistas
Amigos de Aras da Bahia disseram estarem “estupefatos” com a aproximação do subprocurador com Bolsonaro e estranham suas recentes declarações alinhadas ao conservadorismo. “Ele nunca foi assim, até devido a história do pai, Roque Aras, ex-presidente do MDB na Bahia e com uma história muito forte de militância política”, disse um petista.
Aras tem sido alvo de campanha negativa feita por parlamentares do PSL e por apoiadores do presidente desde que a Folha publicou uma entrevista com ele de 2016. Na época, ele afirmava que “a política do medo” tinha consequências desastrosas, como o crescimento de uma “doutrina de direita, uma direita radical”.
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