Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2016
Em depoimento em uma das ações penais da Lava-Jato contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ ) que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-diretor-geral da Câmara dos Deputados Sérgio Sampaio desmentiu pontos importantes da defesa do deputado afastado.
Chefe da área administrativa na gestão do peemedebista, Sampaio afirma que o então presidente da Câmara demitiu o responsável pela área de informática por suspeita de que ele tivesse relação com o vazamento à imprensa de informações técnicas que o ligavam ao esquema de corrupção da Petrobras.
“Logo após esse fato, o então presidente Eduardo Cunha achou que ele [o funcionário] teria tido alguma participação nesse episódio, fazendo algum tipo de denúncia contra ele, e achou por bem retirá-lo”, disse Sérgio Sampaio.
Ainda no depoimento ao Supremo, Sérgio Sampaio – hoje secretário da Casa Civil do governo do Distrito Federal – afirmou que a orientação da Câmara era a de que os deputados não repassassem a ninguém a senha “pessoal e intransferível” que usavam para acessar o sistema eletrônico da Casa.
Um dos argumentos do peemedebista é o de que seu nome aparece nos requerimentos suspeitos porque ele e a maioria dos outros deputados repassavam suas senhas a assessores. E que eles podem ter auxiliado a deputada Solange Almeida a elaborar os requerimentos. (Folhapress)
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