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Política Em depoimento no Supremo, ex-ministro de Bolsonaro nega tentativa de golpe

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Senador e ex-ministro Rogério Marinho afirmou que Bolsonaro não sinalizou a intenção de uma ruptura institucional

Foto: Divulgação/Senado Federal
Rogério Marinho (foto) diz que a campanha de Flávio Bolsonaro não tem "espírito de vendetta". (Foto: Divulgação/Senado Federal)

Última das testemunhas a ser ouvida na ação penal da trama golpista, o senador e ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não sinalizou a intenção de uma ruptura institucional após as eleições gerais de 2022.

O senador falou na condição de testemunha das defesas de Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto, candidato a vice na chapa presidencial do PL em 2022.

“De maneira nenhuma Bolsonaro sinalizou a intenção de uma ruptura, golpe”, afirmou Marinho.

Questionado sobre qualquer tipo de participação de Bolsonaro nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, Marinho disse que viu uma “preocupação do presidente de que não houvesse excessos” e “civilidade da transição.

“Estávamos chateados e não esperávamos a derrota. É natural e não é fácil uma derrota na circunstância que ocorreu”, disse.

O senador também negou que Braga Netto tenha conversado com ele sobre ruptura institucional e que as reuniões em que os dois se encontraram serviram para falar sobre organização partidária.

“Não teve diálogo por parte do Braga Netto sobre ruptura, ele não me colocou nessa situação. Havia uma preocupação com o PL, organização partidária”, apontou.

Após o depoimento de Marinho, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, anunciou que os interrogatórios dos réus do primeiro núcleo da trama — do qual Bolsonaro, Braga Netto e outras seis pessoas fazem parte — começarão na próxima segunda-feira (9). O primeiro a ser ouvido é o tenente-coronel Mauro Cid, pelo fato de ser colaborador.

Os réus serão ouvidos por Moraes de forma presencial na Primeira Turma do STF, e poderão exercitar o seu direito de permanecer em silêncio, caso queiram. Isso porque nenhum acusado é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

Finalizados os interrogatórios, o ministro Alexandre de Moraes novamente irá abrir um prazo para que acusação e defesas se posicionem no processo, para as chamadas alegações finais. Novamente, em razão da delação firmada por Mauro Cid, a ordem de apresentação deverá privilegiar as defesas: com isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) irá apresentar seus argumentos finais, seguida pelo ex-ajudante de ordens e, por fim, por todas as defesas dos réus.

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os oito réus compõem o chamado núcleo crucial do golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março são:

– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
– Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022;
– General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
– Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
– Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

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9 Comentários
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Adalberto Meneguzzi
3 de junho de 2025 02:52

Em vez disso, estamos embaixo do ku sujo dessa esquerda maldita!

Vanderlei Ochoa
3 de junho de 2025 02:15

Se não fosse o STF, hoje estaríamos embaixo das patas sujas dessa direita imunda

Fernando Krause
3 de junho de 2025 19:24

Teu encantador continua liberando muitos R$ BI para o Congresso votar a favor dele via… Orçamento Secreto!

Did Dlc
3 de junho de 2025 11:48

Rosinha analfabeta, porque não comentas as falcatruas dos teus cumpanheros.

Miltch Mitch
3 de junho de 2025 10:37

Prova? Cadê as provas? Vanderleia disfarçada.

Bidio Rosa
3 de junho de 2025 08:45

Esse é un Dos Pai.
Da Maior Roubalheira da História desse País?
Orçamento Secreto.

Miltch Mitch
3 de junho de 2025 10:39

Mais um homem honesto e de família.

Importante. Baixaram o valor da gasolina para aumentar a CIDI e afundar de vez a Petrobrás.
Vão roubar novamente na cara de todos.

Vanderlei Ochoa
3 de junho de 2025 15:48

Se o golpe tivesse dado certo esse sujeito estaria por cima da carne seca.

Carlos Santana
3 de junho de 2025 16:43

Todos negam, nao conseguem prender o Bolsonaro, mesmo ele fora do governo. Até nisso são incompetentes.

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