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Brasil Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, Michel Temer disse que vai entregar ao seu sucessor um Brasil melhor do que recebeu

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Emedebista fez vários elogios à sua gestão no Palácio do Planalto. (Foto: Agência Brasil)

Nessa terça-feira, em seu último discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA), o presidente Michel Temer disse que entregará ao seu sucessor um país melhor do que aquele que ele recebeu. Ele também garantiu que deixará o cargo com a “tranquilidade do dever cumprido”.

“Hoje, podemos olhar para trás e verificar o quanto fizemos em pouco tempo de governo”, declarou. “Dissemos não ao populismo, vencemos a pior recessão de nossa história e devolvemos o Brasil ao trilho do desenvolvimento. Recolocamos as contas públicas em trajetória responsável e restauramos a credibilidade da economia.”

Na sequência, ele acrescentou: “Voltamos a crescer e a gerar empregos. Programas sociais antes ameaçados pelo descontrole dos gastos puderam ser salvos e ampliados”.

O emdebista também criticou o isolacionismo e defendeu a abertura comercial como motor da prosperidade: “Os desafios à integridade da ordem internacional são muitos. Vivemos tempos toldados por forças isolacionistas. Reavivam-se velhas intolerâncias. As recaídas unilaterais são cada vez menos a exceção. Mas esses desafios não devem e não podem nos intimidar”.

“O Brasil sabe que nosso desenvolvimento comum depende de mais fluxos internacionais de comércio e investimentos. Depende de mais contato com novas ideias e com novas tecnologias. É na abertura ao outro, e não na introspecção e no isolamento, que construiremos uma prosperidade efetivamente compartilhada”, continuou.

“O isolamento até pode dar uma falsa sensação de segurança. O protecionismo pode até soar sedutor. Mas é com abertura e integração que alcançamos a concórdia, o crescimento, o progresso”, defendeu Temer.

O representante brasileiro também citou o Pacto Global sobre Migração e lembrou a existência de 250 milhões de migrantes em todo o mundo. Ele pediu a conclusão das negociações do Pacto Global sobre Refugiados:

“Na América do Sul, estamos em meio a onda migratória de grandes proporções. Estima-se em mais de 1 milhão os venezuelanos que já deixaram seu país em busca de condições dignas de vida. O Brasil tem recebido todos os que chegam a nosso território”.

Temer também mencionou as comemorações pelos 70 anos de Israel e renovou o apoio do Brasil à solução de dois Estados. O presidente citou também as doações de medicamentos e vacinas realizadas pelo governo brasileiro para as crianças afetadas pelo conflito civil na Síria, além de ter recebido um “número expressivo” de refugiados.

Ele citou, ainda, o comprometimento do governo brasileiro com medidas políticas em prol do meio ambiente: “Só nos últimos anos, negociamos a Agenda 2030 e o Acordo de Paris. São verdadeiros marcos, que nos colocam no caminho do crescimento econômico com justiça social e respeito ao meio ambiente”.

“Estamos plenamente engajados. Mais de 40% da matriz energética brasileira é limpa e renovável, uma das mais sustentáveis do mundo. Em dois anos, dobramos o total das áreas de preservação no Brasil”.

Homenagem

Chefes de Estado e de governo de mais de 190 países se reuniram em Nova York para a 73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Entre as grandes ausências estão os presidentes de Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel. O líder brasileiro foi o primeiro a discursar, conforme a tradição.

O cerimonial foi aberto com a realização de um minuto de silêncio em homenagem ao ex-secretário-geral Kofi Annan, que morreu em agosto, seguido do discurso do atual mandatário do órgão internacional, António Guterres, que salientou um déficit de confiança nas instituições políticas e as divisões e a falta de cooperação entre os governos.

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