Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Brasil Em meio à pandemia do coronavírus, o Rio de Janeiro tem cerca de 60 hotéis fechados

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“O setor está cumprindo rigorosamente seus protocolos", aponta o Sindha. (Foto: Reprodução)

Pelo menos 60 hotéis do Rio de Janeiro – entre os quais Fasano, em Ipanema, Zona Sul; Sheraton Grand Rio, no Leblon, Zona Sul; Grand Hyat, na Barra da Tijuca, Zona Oeste; e Windsor Copacabana, no Leme, Zona Sul – estão com as portas fechadas em razão da pandemia do Covid-19.

O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). Com isso, a oferta de quartos na cidade caiu de 54 mil para cerca de 20 mil. A taxa de ocupação se encontra inferior a 5%.

A definição sobre a reabertura dos hotéis, bem como a estratégia do que fazer com os funcionários – dispensa ou férias coletivas – depende da estratégia de cada empresário, mas há riscos de desemprego no setor. O presidente da ABIH, Alfredo Lopes, estima que até 5 mil funcionários podem ser dispensados.

“Boa parte desses leitos estão ocupados por idosos que optaram em ficar em hotéis durante a crise. Outros quartos abrigam e hóspedes, por exemplo da indústria do petróleo. Funcionários que aguardam o momento para o embarque para plataformas de petróleo. A procura para o turismo é reduzida”, disse Alfredo Lopes.

O presidente da ABIH fez o balanço nesta segunda-feira, mesmo dia em que o prefeito Marcelo Crivella editou um decreto que regulamenta a concessão de benefícios fiscais para empresas do setor hoteleiro que hospedarem idosos que vivem em comunidades carentes em sua rede. Deve ser oferecida pensão completa – café da manhã, almoço e jantar. Os estabelecimentos têm que aceitar receber os hóspedes recebendo diárias de até R$120.

Até o momento, três hotéis foram cadastrados para receber até mil idosos. Mas a procura tem sido baixa. Segundo balanço da Secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, até domingo só 16 vagas foram ocupadas. As vagas são em hotéis na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Zona Portuária.

De acordo com o decreto, os  hotéis que hospedassem idosos carentes poderiam abater até 100% de seus créditos de IPTU e ISS, inclusive em atraso, com vencimento até dezembro desse ano, inscritos ou não em Dívida Ativa, em uma espécie de acerto de contas, tendo os valores das diárias fixadas pela prefeitura  como referência. Se a dívida for superior ao que a prefeitura pagaria pelas hospedagens, será descontada, mas a diferença continuará a ser cobrada. Caso esteja em litígio na Justiça com a prefeitura em relação aos valores devidos, o interessado em aderir ao programa deverá renunciar a continuidade da ação judicial.

“Vários hotéis têm interesse em participar. Isso poderia reduzir as despesas com o IPTU até o fim do ano. A prefeitura ofereceu como alternativa perdoar dívidas de ISS. Mas para hotéis que estão com impostos em dia tem menos efeito, porque, sem hóspedes, eles também não descontam o ISS. Mas o grande problema hoje é que os hotéis já cadastrados pela prefeitura ainda não conseguem nem preencher as vagas oferecidas”, acrescentou  Lopes.

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