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Brasil Em meio à perda de apoio junto à população de baixa renda, Bolsonaro deflagrou uma ofensiva de comunicação

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(Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em meio à perda de apoio junto à população de baixa renda, o presidente Jair Bolsonaro deflagrou uma ofensiva de comunicação para se reaproximar do eleitorado e explicar a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. A estratégia coincide com a mudança na Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, há mais de 20 dias sob o comando do empresário do setor de mídia Fábio Wajngarten.

Nos últimos dias, Bolsonaro deu entrevistas a programas de TV populares e a um canal no YouTube. Na segunda-feira (29), em Ribeirão Preto (SP), falou com a youtuber Esther Castilhos, de 8 anos, do canal “Esther e famosos”, com apenas 5 mil inscritos. Na terça-feira (30), falou ao apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena, quando justificou que o Brasil não poderia, eventualmente, ir à guerra contra a Venezuela porque não estava “bem de armamento”. Na quinta (02), gravou entrevista ao Jornal do SBT e para emissoras locais de Santa Catarina, onde participou de um evento evangélico.

A principal aposta de interação direta com as classes mais populares é a participação no programa de Silvio Santos, a quem chamou de “o maior comunicador deste País”. O programa vai ao ar neste domingo (05), quando Bolsonaro vai pedir o apoio da população às mudanças nas regras da aposentadoria.

É clara a estratégia de falar mais aos canais de maior alcance popular. O presidente fez dois pronunciamentos em rede nacional de rádio e televisão. No primeiro, ele agradeceu aos parlamentares a aprovação da reforma previdenciária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Foi um aceno aos deputados, que reclamam da relação do Planalto com o Congresso.

No pronunciamento relativo ao Dia do Trabalhador, o presidente exaltou a assinatura da medida provisória que reduziu a burocracia para a abertura e gestão das pequenas empresas. Ele reafirmou o seu compromisso com a “liberdade econômica” na tentativa de desfazer a imagem de intervencionista.

Bolsonaro ainda mantém a live semanal transmitida pelo Facebook às quintas-feiras. Ele aproveitou o canal para desfazer o mal-estar com os evangélicos e voltou a negar que haverá tributação sobre as igrejas. “Isso não existe”, ressaltou.

Na mesma live semanal, ele disse que a MP da “liberdade econômica” vai levar mais empresários a investirem no País, aumentando a produção e gerando empregos. Bolsonaro também voltou a falar da crise na Venezuela, reafirmou o seu apoio ao autoproclamado presidente Juan Guaidó e rechaçou que ele tenha sido derrotado.

Também aproveitou para negar que os R$ 220 milhões liberados por uma medida provisória se destinassem à Venezuela. Esclareceu que os recursos foram remetidos ao Exército, responsável pela Operação Acolhida, de suporte aos refugiados venezuelanos.

 

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