Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de fevereiro de 2016
Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular mostra que a maior parte dos homens ainda é machista em relação à participação de mulheres nos festejos de rua no carnaval. De acordo com a sondagem, 61% dos homens abordados afirmaram que uma mulher solteira que vai pular carnaval não pode reclamar de ser cantada; 49% disseram que bloco de carnaval não é lugar para mulher “direita”.
A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 12 de janeiro, com 3,5 mil brasileiros com idade igual ou superior a 16 anos, em 146 municípios. Ainda conforme a pesquisa, 56% dos homens consideram que mulheres que usam aplicativos de relacionamento não querem nada sério. “O que existe por parte dos homens é uma naturalização do machismo”, disse o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles.
Segundo Meirelles, o homem ainda tem uma visão de que a mulher é propriedade dele e que ela é feliz dessa forma, “como se a mulher tivesse que ser grata pela grosseria dele”.
A pesquisa confirma a percepção distorcida do sexo masculino de que a mulher, ao participar de blocos de rua, quer ser assediada. “Isso tem a ver com o processo histórico-cultural no Brasil”, destacou.
Meirelles lembrou que qualquer tipo de abordagem sem o consentimento da mulher é assédio. E o assédio, além de ser moralmente errado, dependendo do tipo é crime e moralmente não funciona, lembrou.
A sondagem revela também que na percepção de 70% dos homens as mulheres se sentem felizes quando ouvem um assobio, 59% acham que as mulheres ficam felizes quando ouvem uma cantada na rua e 49% acreditam que as mulheres gostam quando são chamadas de “gostosa”.
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