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Notícias Em recado ao governo, presidente do Senado anuncia duas CPIs

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Renan Calheiros (Foto: Renato Costa/Folhapress)

Em um recado ao governo Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou medidas para efetivar a criação de duas CPIs (comissões parlamentares de inquérito) na Casa – ambas incômodas ao Planalto.

A criação da CPI dos Fundos de Pensão dependia da indicação de nomes do PT para sua composição – o que foi feito pela legenda na tarde de quinta-feira, depois de mais de dois meses de espera. “Falta apenas um partido indicar os nomes, com o qual tenho conversado. Se não indicar hoje, eu indicarei, porque há esse compromisso de minha parte”, cobrou Calheiros. O PT fez as indicações após a ameaça do peemedebista. Agora, a comissão precisa realizar a primeira sessão de trabalhos para ser efetivamente instalada.

Entre os integrantes da CPI, o governo escalou o líder do PT, Humberto Costa (PE), a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o líder do governo no Congresso, José Pimentel (CE). Gleisi é investigada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na Operação Lava-Jato, assim como o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), também alvo da Lava-Jato e integrante da CPI.

Em abril, o governo conseguiu impedir a criação de CPI semelhante para investigar os fundos de pensão. Em ação orquestrada pelo Palácio do Planalto, convenceu aliados a retirarem assinaturas do pedido de criação. A oposição fez uma nova coleta de assinaturas, o que viabilizou a comissão com o apoio do PMDB. O objetivo  é  investigar uma possível aplicação incorreta dos recursos desses fundos.

Há ainda o movimento para a abertura da CPI do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), para apurar empréstimos do BNDES a países aliados do governo. O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto tráfico de influência internacional e no Brasil. Lula é suspeito de usar se prestígio para facilitar negócios da empreiteira Odebrecht com governos estrangeiros com o qual firmou contratos financiados pelo BNDES em países da África e da América Latina.

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