Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Brasil Em resposta a Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro publicou uma foto do ex-presidente deitado no sofá

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Ex-presidente está consciente e segue em recuperação. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente eleito Jair Bolsonaro usou uma imagem para responder no domingo (4) à declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de que seu governo deve prejudicar à imagem do Brasil no exterior.

Bolsonaro publicou em sua página no Twitter uma foto do ex-presidente deitado em uma poltrona com as pernas erguidas e com um livro nas mãos, legendando apenas com o nome do tucano. A imagem foi compartilhada mais de 2,4 mil vezes e foi curtida mais de 21 mil vezes pelos seguidores do capitão reformado.

O comentário de Fernando Henrique Cardoso foi feito em evento em Lisboa no sábado (03). Ele criticou a possibilidade do governo de Bolsonaro não priorizar o Mercosul nas relações comerciais do País. “Será um impacto, no meu modo de ver, negativo. Ele disse que o Mercosul não é prioridade, o que abala a relação do Brasil com parceiros do Sul. Foi dito que, eventualmente, o Brasil poderia cortar relações com certos países”, enumerou.

O ex-presidente se referiu à entrevista do futuro ministro da área econômica, Paulo Guedes, que declarou que a que a Argentina e o Mercosul “não são prioridade” para o futura gestão do Brasil. A declaração também foi criticada pelo ex-ministro das Relações Exteriores do Governo Lula, Celso Amorim, que disse “essa pessoa não tem sensibilidade” para o fato de que as relações econômicas têm impacto na construção da paz na região.

FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou sua conta pessoal no microblog Twitter, na manhã desta segunda-feira (5), para “bater boca” com Bolsonaro. “A desinformação é péssima conselheira, sobretudo vinda dos poderosos”, disse FHC

A postagem foi resposta a uma foto postada no domingo, pelo capitão da reserva, em sua página oficial na mesma rede social, na qual o ex-presidente tucano aparece segurando o livro “Prisioner of The State – The Secret Journal of Chinese Premier Zhao Ziyang”.

Sem legenda, a foto postada por Bolsonaro rendeu comentários de seus seguidores de que FHC era adepto do comunismo, já que o livro trata de Zhao Ziyang, ex-líder comunista deposto da liderança do Partido Comunista da China em 1989 por se opor aos massacres ocorridos na Praça da Paz Celestial. Ele faleceu em 2005, aos 85 anos.

Além de dizer que a desinformação é péssima conselheira, FHC diz em seu post: “Na foto do Twitter do presidente eleito eu apareço lendo um livro de ex-premier da China, deposto e preso, em que critica o regime. Isso aparece como ‘prova’ de que sou comunista. Só faltava essa. Cruz, credo!”

Ministérios

Na semana passada, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) usou sua conta de Twitter para dar um recado: “Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”.

A mensagem é um indicativo de que Bolsonaro não pretende abandonar a estratégia da campanha e vai continuar usando as redes sociais para fazer seus comunicados (como a nomeação de um ministro) – e que “qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”. Ou seja, os próximos anos de governo devem ser marcados pela comunicação direta (via Twitter, transmissões ao vivo, WhatsApp, aplicativos e outras) entre o eleito, seus eleitores e a população em geral.

tags: Brasil

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