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Política Tribunal Superior Eleitoral cede às Forças Armadas e promete teste nas urnas no dia da votação

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O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira se reuniram nesta quarta (31).

Foto: Alejandro Zambranaa/TSE
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira se reuniram nesta quarta (31). (Foto: Alejandro Zambranaa/TSE)

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das Forças Armadas deverão elaborar um projeto-piloto para que o teste de integridade da urna eletrônica, realizado no dia de votação, ocorra usando a biometria de eleitores reais, informou a Corte Eleitoral. Não foi divulgada a previsão de duração dos trabalhos.

O acordo foi divulgado pelo TSE após o presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes, receber em seu gabinete o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, nesta quarta-feira (31). A reunião teve a participação de técnicos militares e do secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, além de membros da equipe de comunicação da Corte.

Com o anúncio, o TSE acata uma das sugestões feitas pelas Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral (CTE). Até aqui, o TSE vinha recusando a medida, alegando, entre outros empecilhos logísticos, risco de fragilizar o sigilo do voto dos eleitores voluntários.

“A importância da manutenção da realização do Teste de Integridade – que ocorre desde 2002 – como mecanismo eficaz de auditoria foi ressaltada por ambas as áreas técnicas, que apresentarão, em conjunto, a possibilidade de um projeto-piloto complementar, utilizando a biometria de eleitores reais em algumas urnas indicadas para o referido teste”, informou o TSE.

Segundo o TSE, Nogueira reconheceu o êxito dos testes de verificação da urna eletrônica, inclusive os do modelo mais recente UE2020, realizados pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ficou acordado que os resultados serão apresentados em evento público a ser organizado com integrantes da CTE.

O TSE também se comprometeu a dar maior destaque à divulgação de todos os boletins de urna do país, para que os votos possam ser somados paralelamente por partidos, candidatos e quem mais tiver interesse.

Entenda

O teste de integridade é realizado há 20 anos. Um dia antes da votação, algumas urnas são sorteadas e levadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que, no dia seguinte, seja simulada uma votação normal no equipamento. Os equipamentos podem também ser escolhidos aleatoriamente pelos partidos políticos.

No final da votação, a Comissão de Auditoria da Urna Eletrônica de cada TRE realiza uma espécie de batimento para saber se o voto depositado na urna é o mesmo registrado pelo equipamento. Isso é possível porque os votos são depositados em papel e depois na urna eletrônica, permitindo a comparação do resultado. Todo o procedimento é acompanhado por empresa de auditoria externa selecionada por licitação.

Para as eleições deste ano, o TSE ampliou significativamente o número de urnas auditadas no dia da votação, Nos estados com até 15 mil seções eleitorais, serão sorteadas ou escolhidas 20 para serem submetidas ao procedimento. Já nas unidades da federação que têm entre 15.001 e 30 mil seções, serão testadas as 27 urnas. Nas localidades restantes estabeleceu-se a escolha de 33 urnas eletrônicas auditadas.

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5 Comentários
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É Tempo de Justiça
1 de setembro de 2022 00:07

Com certeza, agora é 13, chega de fila do osso e pé de galinha. Investimento em Educação e não cortes.

Paulo Nunes
31 de agosto de 2022 20:34

Vai dar no primeiro turno, se não tiver como fraudarem as urnas

Ernildo Heitor Agostini Filho
1 de setembro de 2022 09:43

Medida correta, que garantirá a lisura nas eleições. Para o desespero da esquerda ante a possibilidade de ser varrida do cenário político brasileiro em outubro.

Adroaldo Mousquer
1 de setembro de 2022 16:09

De repente os militares votam pelo cidadão. O Kara quer confusão e alguns também. Nunca houve disso. QUE BRASIL É ESTE?

Fernando Krause
1 de setembro de 2022 18:49

Depois que ministros do STF, ao arrepio da lei e da Constituição “descondenaram” criminosos condenados e recondenados por corrupção, deixando estes bandidos livres para concorrer e tentar “voltar à cena do crime”, tudo é possível…

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