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Notícias Em reunião na Federasul, vereadores de Porto Alegre discutiram como a cidade pode retomar o seu crescimento

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Parlamentares não pouparam críticas ao atual modelo de gestão. (Foto: Tonico Alvares/CMPA)

Abrindo o cronograma de junho de suas já tradicionais reuniões-almoço “Tá na Mesa”, nessa quarta-feira a Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul) recebeu alguns dos mais importantes membros da da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para um debate. Na pauta, os rumos da capital gaúcha.

A atual presidente do Legislativo municipal, Mônica Leal (PP), o atual vice e futuro comandante da Casa, Reginaldo Pujol (DEM) e seu colega e ex-presidente da Casa, Valter Nagelstein (MDB), apontado extraoficialmente como pré-candidato à prefeitura nas eleições de outubro de 2020. Ou seja: daqui a 16 meses.

E foi Nagelstein quem abriu os trabalhos do evento, subintitulado “Repensando Porto Alegre”. Crítico do modelo de gestão adotado pelo prefeito Nelson Marchezan (PSDB), ele foi enfático ao avaliar a situação local: “A nossa cidade está em completo estado de abandono, com uma estrutura pública que não se comunica bem interna e externamente. Cada cabeça legisla em causa própria, falta comando e conhecimento sobre a realidade e necessidade de cada bairro ou vila”.

Outro alvo das críticas do parlamentar é o que ele considera como “constante e profundo preconceito contra o empreendedor”. Ele mencionou um projeto, de uma grande administradora de shoppings, que está parado há 12 anos na Prefeitura. “O mesmo conglomerado conseguiu uma licença para abrir um de seus empreendimentos, em Canoas, em menos de dois meses, então isso indica que não estamos conectados com a realidade do mundo”, comparou.

Mônica Leal, por sua vez, lamentou que o fato de a capital gaúcha possuir um decreto (16.811/2010), que inibe a criação de novas bancas de flores, frutas e revistas: “É impossível concebermos a ideia de que em um país que está sendo impactado pelo desemprego, o Poder Público continue a desencorajar e reprimir o empreendedorismo. Se isto não existisse, tenho a certeza que facilitaria a vida de muitas pessoas, além de promover inclusão social e reprimir a ilegalidade”.

Na sequência, Reginaldo Pujol apresentou um apanhado histórico do município, e afirmou que Porto Alegre precisa desestatizar ao máximo a sua estrutura. “Ou reativamos economicamente esta cidade ou perderemos a capacidade socioeconômica e nos tornaremos uma cidade mais abandonada, marginalizada e sem atrativo algum”, alertou.

Ao tomar novamente a palavra, Mônica condenou duramente o atual Plano Diretor, que está há quase uma década em discussão e sem profundas modificações: “Trata-se de um documento macro, repleto de detalhes e micropartes, complexo e que não pode ser votado ‘a toque de caixa’. É por meio deste plano que a cidade de Porto Alegre pode recuperar o seu potencial para fomentar e melhorar o ambiente de negócios e ser indutora do crescimento”.

Futuro

Mediando o debate, a presidente da Federasul, Simone Leite, perguntou como pensar a Porto Alegre do futuro. Todos concordaram que a cidade precisa se modernizar, tanto no aspecto físico, com obras de mobilidade e infraestrutura, quanto no legal, com a derrubada de decretos, normas e diversos dispositivos que acabam por travar o crescimento econômico.

Para Valter Nagelstein, o município precisa investir mais em educação e conscientização dos problemas ambientais e suas consequências, e também, formas inovadoras de se combater os obstáculos crônicos da cidade, como alagamentos, ocupações irregulares e comércio clandestino, além de pautas sociais, como moradores em situação de rua e dependentes químicos.

“Porto Alegre precisa ser referência em inovação. Precisamos investir pesado em infraestrutura e tecnologia, tudo aliado com gestão e fiscalização, e dar continuidade ao que está dando certo, e não recomeçar do zero novamente. Estamos perdendo o status e o brilho de uma capital, para cidades do nosso entorno, e com razão. Temos uma joia a ser lapidada, que é o 4º Distrito, na Zona Norte”, exemplificou.

Na avaliação de Pujol, o 4º Distrito representa a Porto Alegre que deu certo, pois foi nessa localidade onde a capital gaúcha viveu seu principal período de pujança econômica, pois conseguiu conciliar a vida doméstica com a do trabalho: “É neste local, que abrigou grandes tecelagens, fábricas de cervejas e laboratórios farmacêuticos, que a capital pode reconquistar e otimizar projetos de inovação”.

Mônica Leal frisou que a região como um todo precisa de inúmeras intervenções, tendo como ponto inicial obras de macrodrenagem e de infraestrutura logística. Nagelstein seguiu a mesma linha de raciocínio, segundo a qual é necessário um plano que utilize ainda mais o Guaíba, incluindo a implantação de um modal hidroviário e que atenda as regiões mais distantes do Centro da cidade, como o Extremo Sul.

(Marcello Campos)

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