Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Brasil Em viagem ao Japão, Bolsonaro evitou comida de banquete e recorreu a macarrão instantâneo

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"Eu estou tentando serenar os ânimos, se eu sair do partido ele se acaba, não vai mais ter sucesso", disse o presidente. (Foto: José Dias/PR)

Em périplos internacionais, um item não costuma faltar nas dezenas de bagagens transportadas pela comitiva do presidente Jair Bolsonaro. E, na viagem de mais de dez dias pelo continente asiático, ele se tornou indispensável.

Avesso a comida crua, o presidente faz questão de estar sempre munido de pacotes de macarrão instantâneo. Segundo assessores presidenciais, os sabores pizza e churrasco são seus favoritos.

Na segunda-feira (21), primeiro dia da viagem a Tóquio, uma das cidades com maior número de restaurantes premiados no mundo, Bolsonaro brincou que não comeria carne no país devido às restrições à entrada da proteína brasileira no Japão, que tem preferência pela australiana.

Após uma caminhada pela rua considerada o coração da cultura pop japonesa, no entanto, o presidente não teve saída. Sem comer sushi ou sashimi, foi parar em uma hamburgueria de origem norte-americana.

“Peixe só se for frito”, disse. “Não gosto da comida à base de peixe, sem ser peixe frito ou ensopado.”

Na terça-feira (22), Bolsonaro foi convidado de honra em banquete oferecido pelo novo imperador japonês, Naruhito, para o qual foram cerca de 2.000 pessoas, entre monarcas e autoridades estrangeiras.

Com cardápio real baseado em peixes e moluscos, não deu outra. Ele acabou recorrendo ao macarrão instantâneo, que foi preparado por um auxiliar presidencial no hotel em que a comitiva brasileira está hospedada.

“Não comi nada ontem. Eu acho que comi 5% do que pintou na mesa ali. E não tinha baiacu ou tambaqui”, disse. “Nós fizemos ontem ali [macarrão instantâneo]. O cozinheiro é cada dia um, às vezes sou eu também.”

Sem falar inglês, o presidente brincou que, no banquete imperial, conversou com autoridades que falam português e espanhol, como o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e a rainha da Holanda, Máxima Cerruti, que nasceu na Argentina.

Nesta quarta-feira (23), o presidente participou de um outro jantar, desta vez oferecido pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. Ele avisou, no entanto, que recorreria novamente ao item indispensável.

“Trouxe de novo [macarrão instantâneo ao Japão]. Se você quiser jantar comigo hoje”, disse o presidente, fazendo um convite à Folha.

Horas depois, no entanto, um assessor do Palácio do Planalto informou que, devido à agenda apertada, Bolsonaro teve de desmarcar o “jantar informal”, mas que haverá “outras oportunidades”.

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