Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2020
Ao participar de um seminário por videoconferência com colegas de outros quatro Estados na noite desta sexta-feira (24), o governador Eduardo Leite voltou a defender a importância de que o governo federal preste socorro aos Executivos regionais e municipais. O encontro virtual contou com a participação de Romeu Zema (MG), Helder Barbalho (PA), Ronaldo Caiado (GO) e Rodrigo Garcia, vice de João Doria (SP).
O jornalista Fábio Zambelli foi o responsável pela mediação do debate, intitulado “Caminhos para a Recuperação Socioeconômica”. Inicialmente, os governadores foram convidados a dar um parecer sobre a situação da pandemia de coronavírus nos seus respectivos Estados. Leite detalhou outro dos temas mais recorrentes em suas manifestações nos últimos dias: a elaboração do modelo de “distanciamento social controlado”, que deve ser implantado.
“Em um primeiro momento, por não sabermos como a evolução do coronavírus se daria no Estado, tivemos de restringir a circulação de pessoas, para evitar a sobrecarga dos hospitais”, contextualizou. “Agora, já temos informações para montarmos um modelo mais sustentável, porque sabemos que a restrição do comércio e de atividades traz consequências econômicas à população”, prosseguiu, explicando que a estratégia a ser adotada a partir de maio tem por base evidências científicas e resultados de pesquisas.
Responsável pelo evento à distância, a organização social Comunitas é especialista em parcerias público-privadas, atuando junto ao Poder Executivo em âmbito estadual e municipal, “modelando o investimento social privado em apoio às políticas públicas”. Juntamente com Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará e Goiás, a entidade desenvolve um projeto que tem por objetivo propor caminhos de apoio à recuperação socioeconômica dos Estados. A diretora-presidente Regina Esteves fez a abertura do evento.
Saída de ministro
Horas antes, em mais um de seus pronunciamentos diários, Eduardo Leite se manifestou sobre o pedido de demissão do então ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, que havia “pedido o boné” por incompatibilidades com o presidente Jair Bolsonaro.
“À luz do anúncio de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o governador Leite lamentou, durante a transmissão ao vivo, que o País perca, neste momento delicado, o foco e a concentração, que deveria estar voltado ao enfrentamento do coronavírus”, registrou o site oficial do Palácio Piratini – www.estado.rs.gov.br.
“Esperamos que a saída do ministro não afete a sintonia institucional que os Estados têm com o Ministério da Justiça e Segurança Pública no enfrentamento à criminalidade”, declarou o governador gaúcho. Ele também agradeceu ao ministro pelo “trato leal, respeitoso e correto que sempre teve com o Rio Grande do Sul” e mencionou como um bom exemplo dessa parceria a operação de transferência de líderes de facções dos presídios estaduais gaúchos para federais, realizada em março.
(Marcello Campos)
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