Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de outubro de 2017
O empresário Emílio Odebrecht, dono do grupo Odebrecht, afirmou em depoimento à Justiça, nessa terça-feira, que não soube se houve propina destinada ao ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine à época em que, segundo denúncia, os pagamentos foram feitos.
Odebrecht foi ouvido na condição de testemunha, em processo da Operação Lava Jato que investiga se Bendine recebeu R$ 3 milhões em propina da Odebrecht para beneficiar o grupo. Além dele, outras três pessoas também foram ouvidas pelo juiz Sérgio Moro nessa terça-feira.
O dono da empreiteira disse que conheceu Bendine apenas em “uma ou duas reuniões”, nas quais tratou apenas de negócios, e que só ouviu falar dos pagamentos durante o andamento do acordo de leniência do grupo Odebrecht com o MPF (Ministério Público Federal), em meados de 2016.
“Eu, efetivamente, só vim saber dessa relação de acertos, se é que existiram, no período de meados de 2016, já no andamento, bastante acentuado, da colaboração (…). Eu não teria maiores esclarecimentos a dar sobre isso, porque só nesse período é que eu vim saber”, afirmou o empresário.
Odebrecht garantiu que nunca teve participação em supostos pagamentos de vantagens indevidas a Bendine. “Não participei de nenhum processo. Quando eu vim ter conhecimento, foi muito adiante de tudo isso que foi colocado”.
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