Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de abril de 2017
A Odebrecht informou na sua delação premiada que só pôs fim aos pagamentos de propina e caixa dois feitos pela empresa mais de um ano após o início da Operação Lava Jato. O patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, contou ao Ministério Público Federal que deu ordens para acabar com repasses ilícitos somente após a prisão do filho Marcelo, então presidente do grupo, em junho de 2015.
Com a detenção do filho, Emílio voltou ao comando do grupo. A determinação, segundo ele, foi de paralisar inclusive pagamentos atrasados.
Ele mencionou um episódio envolvendo o marqueteiro Duda Mendonça como exemplo a funcionários sobre as novas diretrizes a serem seguidas na empreiteira. “Os compromissos que existiam estavam mortos”, disse.
Quando Marcelo foi preso, a Lava Jato estava em curso havia um ano e três meses. A primeira fase foi deflagrada em março de 2014.
“Quando eu, logo uma semana depois (da prisão de Marcelo Odebrecht), oficializava a entrada no Newton (de Souza) como presidente substituindo o Marcelo e ao mesmo tempo definia uma série de regras dentro da organização foi que daí para frente terminou o caixa dois, zerava, os compromissos que existiam morreram, (a ordem era) desfazer tudo, não existe mais”, afirmou Emílio. (Folhapress)
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