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Economia Emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscarem uma vaga no mercado de trabalho

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De acordo com a pesquisa, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O setor da indústria conta com 42% das vagas, seguido pelo serviços com 25% e comércio com 21%. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o modelo formal, regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.

De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.

“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, afirmou a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão.

Principais números da pesquisa

– 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT).

– 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção.

– 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo.

– 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais.

– 9,3% preferem abrir o próprio negócio.

– 6,6% optam por atuar como PJ (pessoa jurídica).

– 20% não encontraram oportunidades atrativas.

Preferência entre jovens

Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira. 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT, e 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

Renda complementar

O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda.

Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essas atividades como principal fonte de sustento.

Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o País, de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgado agora.

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