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Brasil Emprego na indústria tem maior queda desde 2009

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Nos sete primeiros meses do ano, o emprego nas fábricas acumula baixa de 5,4% (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

O emprego na indústria brasileira caiu pelo sétimo mês seguido. Em julho, o recuo foi de 0,7% na comparação com junho, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta sexta-feira (18). Na comparação com julho de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 6,4%, o 46º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde julho de 2009 (-6,7%). Nos sete primeiros meses do ano, o emprego nas fábricas brasileiras acumula baixa de 5,4% e, em 12 meses, de 4,9%.

Houve redução em 17 dos 18 ramos pesquisados na comparação com julho de 2014. As principais pressões negativas vieram de meios de transporte (-11,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,1%), máquinas e equipamentos (-9,1%), produtos de metal (-10,7%), alimentos e bebidas (-2,8%), outros produtos da indústria de transformação (-10,1%), borracha e plástico (-6%), calçados e couro (-7,5%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-7,2%), minerais não-metálicos (-4,6%), produtos têxteis (-5,4%), papel e gráfica (-4,4%), indústrias extrativas (-4,7%) e madeira (-6%).

Por outro lado, o setor de produtos químicos (0%) foi o único que não mostrou resultado negativo no mês de julho. Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, os 18 setores pesquisados mostraram taxas negativas.

Salários

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 1,8% em relação a junho, eliminando o avanço de 1,3% assinalado em junho, influenciada tanto pelo setor extrativo (-22,3%), “que devolveu parte da expansão de 31,2% observada no mês anterior em função do pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor”, quanto da indústria de transformação (-0,4%), apresentando taxa negativa pelo sétimo mês seguido, segundo o IBGE. (AG) 

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