Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2019
Uma nova mania está ganhando o mercado russo. Empresas alugam jatinhos particulares para clientes falsificarem estilo de vida. Com isso, muitos internautas estão realizando o sonho de postar fotos nessas luxuosas aeronaves. Os jatos, no entanto, ficam firmes no chão e os internautas apenas posam dentro deles para postar em suas redes sociais.
De acordo com a publicação The Telegraph, uma sessão de de duas horas com um fotógrafo profissional custa cerca de 14.000 rublos (ou R$ 797, conforme cotação desta segunda-feira) ou 11.000 rublos (R$ 626) sem o profissional.
Fotos publicadas pela empresa em seu Instagram mostram que os clientes estão satisfeitos com a montagem e posam como se realmente estivessem nas alturas.
Ilusão e prejuízo à saúde mental no Instagram
Uma pesquisa da Royal Society for Public Health, instituição de saúde pública do Reino Unido, já mostrou que a rede social é a mais nociva à saúde mental dos jovens. A deterioração da autoimagem, quando a pessoa passa a ser muito crítica com a própria aparência ao se comparar com os outros, é uma das consequências do uso descontrolado do aplicativo. Para especialistas, a clareza de que a alta exposição não é saudável é o primeiro passo para amenizar ou se blindar contra o problema.
A distorção na autoestima acontece quando a pessoa passa a depender de curtidas e seguidores para existir. Segundo especialistas, nada substitui relações de carne e osso. Por isso, indicam investir mais em interações pessoais. O desequilíbrio acontece também quando o Instagram começa a representar mais do que um instrumento de comunicação e passa a ser um padronizador de comportamento.
A desilusão com as redes sociais pode levar ao isolamento, à solidão, à ansiedade e, em casos mais extremos, à depressão. Muitas vezes, o adoecimento é anterior à tecnologia. Em algumas situações, as redes sociais passam a ser encaradas como um recurso para apaziguar uma dor, ou um modo de não se sentir só, o que leva a uma distração excessiva.
Especialistas têm recebido cada vez mais pacientes por queixa de compulsão digital, situação que tem causado desde problemas de relacionamentos a problemas de aprendizagem em crianças que não querem desgrudar dos aparelhos. As famílias não têm conseguido administrar a questão, por isso a recomendação é de que o controle comece desde cedo.
Sobre a medida radical de excluir a conta do Instagram para tentar se desintoxicar, é possível que esta seja uma boa medida, porém temporária. A rede é um recurso importante para comunicação e criação de uma rede, e o importante é o autoconhecimento.
Conforme especialistas, excluir pode ser um remédio amargo que vai fazer bem em determinado momento. Mas, se a pessoa não buscar entender o que está por trás da compulsão, vai adoecer de outra forma e buscar outro recurso para estancar o problema.
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