Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2017
A News Corp., de Rupert Murdoch, está lançando um novo serviço para garantir que anúncios virtuais não apareçam ao lado de notícias falsas ou vídeos com conteúdos ofensivos. Este é o mais recente ataque no embate entre o magnata da mídia e o Google.
A Storyful — unidade da News Corp. que vasculha o universo das redes sociais em busca de anunciantes e marcas — listará sites conhecidos como fontes de notícias falsas ou de conteúdos extremistas e compartilhará essa lista com anunciantes, que saberão onde não devem pôr suas propagandas.
O serviço está sendo apresentado como um bloqueio total dos conteúdos execrados pelos anunciantes e chega ao mercado no momento em que as duas gigantes da propaganda on-line — Google e Facebook — estão sendo pressionadas por não oferecerem ferramentas desse tipo.
O Google, em particular, foi criticado por problemas no YouTube. Diversos anunciantes importantes deixaram a plataforma no mês passado por receio de que seus anúncios pudessem aparecer perto de vídeos ofensivos.
O gigante das buscas lançou controles para mitigar os danos, mas os concorrentes estão tentando se aproveitar da situação. O novo serviço da Storyful vai se concentrar na “segurança da marca de vídeo”, disseram executivos.
“Esta será uma forma de dar tranquilidade aos anunciantes”, afirmou o diretor executivo da Storyful, Rahul Chopra, em entrevista.
A GroupM, que compra anúncios, e a empresa de marketing Weber Shandwick serão as duas primeiras companhias a usar o banco de dados da Storyful. A News Corp. trabalhará com a Moat, empresa de análise recentemente adquirida pela Oracle, e com a Faculdade de Jornalismo da Universidade Municipal de Nova York para manter a lista de domínios de sites polêmicos.
O banco de dados será gratuito, mas a Storyful quer oferecer um serviço para ajudar os anunciantes a decidir onde posicionar propagandas.
Chopra disse que a Storyful está trabalhando não só para compilar uma lista de sites polêmicos, como também para identificar como conteúdos desse tipo se espalham pela internet a fim de detê-los mais rapidamente. Ele diz que deseja “sufocar a oferta de dinheiro a pessoas que espalham conteúdos como esses”. (AG)
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