Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2016
Uma empresa francesa desenvolveu um sistema de iluminação que usa bactérias modificadas geneticamente para se tornarem “luminosas”. O objetivo da startup Glowee é utilizar esse método – que não consome eletricidade – para iluminar vitrines de lojas, fachadas de prédios, monumentos e outros espaços públicos, além de mobiliário urbano, como pontos de ônibus e placas de sinalização.
A empresa utiliza a bioluminescência (emissão de luz por seres vivos, resultante de uma reação química provocada por um gene) para produzir iluminação. As bactérias (não patogênicas nem tóxicas) que recebem o gene de luminescência de lulas são cultivadas em uma solução com nutrientes e açúcar para se multiplicar.
Os microrganismos vivos e geneticamente modificados são depois colocados em uma espécie de “lâmpada”: invólucros de resina orgânica que podem ter várias formas e também são adesivos, o que permite fixá-los à superfície que será iluminada.
A luz obtida com esse método é mais fria e mais suave. A empresa ressalta que não vai substituir a iluminação pública, e que o seu sistema tem como finalidade contribuir para diminuir a “poluição luminosa nas cidades”, além da vantagem ecológica de não utilizar energia elétrica, reduzindo as emissões de CO2. (AG)
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