Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Empresário e ministro fizeram acordo sigiloso sobre terreno

Compartilhe esta notícia:

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR).(Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), e uma empresa imobiliária fecharam um acordo particular e sigiloso para a compra de um terreno de R$ 56 milhões em Marialva (PR) em dezembro de 2013. Com o acordo, Barros se tornou dono de 50% do imóvel, embora na época detivesse um patrimônio declarado à Justiça Eleitoral de R$ 1,8 milhão.

No período da compra, Barros era candidato a deputado federal pelo PP e ocupava o cargo de Secretário de Indústria e Comércio do Governo do Estado do Paraná.

Pontos do acordo são transcritos em outros documentos aos quais o jornal Folha de S.Paulo teve acesso em cartórios do Paraná. O acesso ao acerto principal, porém, foi negado à publicação pelo Cartório Distrital de Aquidaban, em Marialva, que detém uma cópia do “instrumento particular de compra e venda”. Segundo o cartório, como foi uma transação particular, há impeditivo legal para as cópias.

“O documento só pode ser liberado com ordem judicial ou se as partes autorizassem”, informou o responsável pelo cartório. Outros três documentos relacionados ao acordo principal também foram acertos particulares cujas cópias não são públicas.

O jornal solicitou ao ministro Ricardo Barros, por meio da assessoria do Ministério da Saúde, às 12h desta sexta-feira (10) que ele fornecesse uma cópia dos quatro documentos. Não houve uma resposta.

Em nota divulgada um pouco antes, o ministério afirmara que “é evidente que, nos cartórios, estão claras todas as etapas do negócio”.

A venda foi acertada entre Barros, por meio de duas empresas com capital social de apenas R$ 10 mil cada uma, e a empresa do setor imobiliário Paysage, sediada em Curitiba (PR).

As duas famílias de Maringá (PR) que venderam os lotes, os Faion e os Dada, aceitaram um parcelamento. Barros disse à Folha que obteve R$ 13 milhões emprestados da Paysage para dar o sinal inicial de sua parte.

No primeiro trimestre de 2016, porém, as famílias passaram a pedir o pagamento de um resíduo que, em valores atualizados, atingiria R$ 7,5 milhões, o restante já havia sido quitado. Não houve acordo e as famílias recorreram à Justiça.

Na ação ajuizada em janeiro último em Marialva, as famílias pediram a intimação de Barros e de sua mulher, a atual vice-governadora do Paraná Cida Borghetti (PP), na condição de “garantidores e fiadores” da operação.

Em dezembro de 2015, o casal havia vendido as duas microempresas para a Paysage e dessa forma, segundo o ministro, foi quitado o empréstimo de R$ 13 milhões.

Em abril de 2016, o advogado que representa as famílias, Airton Martins Molina, tentou obter uma decisão judicial para garantir segredo de Justiça ao processo em Marialva. Segundo o advogado, Barros e sua mulher são “pessoas públicas, que em razão de seus cargos políticos, sempre recai especulações”.

O defensor disse que seus clientes “entendem que não é ético órgãos de imprensa fazerem uso deste processos, para terem notícias ou para macular a imagem dos executados”. O pedido do advogado não foi acolhido pelo Judiciário.

A divulgação do negócio feito pelo ministro desgastou a imagem dele e aumentou a pressão para que deixe o comando da pasta. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ministro da Defesa apela para que “bons policiais” voltem ao trabalho no Espírito Santo
Juiz proíbe veículos de comunicação de publicarem reportagens sobre informações obtidas por um hacker no celular da primeira-dama Marcela Temer
Pode te interessar