Segundo a revista Piauí, a aplicação das doses foi organizada pelos donos da Saritur: Rômulo e Robson Lessa.
Entre os vacinados, de acordo com a revista, estão empresários do ramo do transporte e até políticos que pagaram R$ 600 pelas doses.
Um vídeo mostra uma pessoa com jaleco branco, retirando algo do porta-malas e fazendo um movimento parecido com a aplicação de vacina. Uma outra, em pé, também parece ser vacinada.
“Tinham mais de 20 carros dentro da garagem. Eu como profissional de saúde, eu sei como é feita uma vacinação”, disse uma testemunha.
Os empresários Rubens e Robson Lessa negam.
Na sexta-feira, durante operação, a PF foi à garagem em busca de pistas. No local, funciona a empresa Coordenadas, que pertence à família Lessa, também dona da Saritur.
Uma fonte ligada à investigação disse que os agentes apreenderam um celular que tinha mensagens combinando a vacinação. A Justiça Federal determinou a quebra do sigilo dos equipamentos eletrônicos.
Na garagem da empresa em Belo Horizonte, a PF encontrou também uma lista com 57 nomes e quer saber se a relação é das pessoas que foram vacinadas. A investigação ouviu informalmente os empresários e está em busca de outras informações. Eles trabalham com três linhas de investigação.
“A primeira linha que seria a que consta desde o linear do nosso trabalho de investigação que seria a possível internação irregular ou ilegal de imunizantes de procedência de países da América do Sul de forma irregular no nosso País. A segunda linha também é a de possível desvio de imunizante e, por fim, no avançar dos trabalhos, a gente também tá trabalhando com a possibilidade de ocorrência de fraude. Nos próximos dias a gente já pretende ter um resultado mais definitivo desses trabalhos e acabar apuração dos fatos ocorridos aqui em BH na última terça-feira”, afirma o delegado da Polícia Federal Leandro Almada.
A Saritur declarou que os nomes citados na matéria da revista Piauí não fazem parte da direção e que a empresa Coordenadas funciona de forma independente.


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