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Notícias Empresários do transporte público propõe a redução de isenções no pagamento da tarifa de ônibus

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Concessionários garantem que o valor da tarifa pode baixar pela metade. (Foto: Reprodução/TV Pampa)

Durante reunião da Cefor (Comissão Economia Finanças Orçamento e Mercosul) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, empresários do transporte público da Capital voltaram a defender o fim das isenções não previstas em lei para o pagamento de passagens nos veículos do setor. O encontro foi realizado nessa terça-feira.

Antônio Lovatto, do Consórcio Viva Sul (cujos ônibus cobrem a Zona Sul), garantiu ser possível reduzir pela metade o valor da tarifa – atualmente em R$ 4,70 – desde que o Executivo e o Legislativo municipais revise a política de isenções, limitando-as aos idosos a partir de 65 anos e ao transporte escolar na rede básica de ensino.

Segundo ele, atualmente 30% dos passageiros viajam com esse benefício, “penalizando a parcela da população que paga a conta”. Ele sugeriu que os vereadores discutam todas as isenções de uma vez só e mencionou o fato de as empresas do segmento estarem investindo em tecnologias como GPS, reconhecimento facial e câmeras de segurança.

Ainda conforme a visão dos consorciados, manter a tarifa única no critério de formação de preços é mais difícil porque as linhas do Extremo-Sul da capital gaúcha (bairros como Lami, Serraria, Ponta Grossa, Aberta dos Morros etc.) se tornariam demasiadamente caras. E, com isso, inviáveis para a população mais pobre.

O diretor-executivo da ATP (Associação dos Transportadores de Passageiros), Gustavo Smionovschi, advertiu por sua vez que mais de 30 mil empresas de ônibus em todo o País estão em crise. “Em grande parte, também pela competição promovida pelos aplicativos”, frisou. Ele também culpou as despesas enfrentadas pelo setor – como a do óleo diesel, que desde 1999 subiu praticamente 200% em comparação com o custo da gasolina.

Respaldo

Presidente da Cefor, Airto Ferronato (PSB) concordou com a proposta dos empresários do transporte coletivo. Na avaliação do vereador, o fim das isenções seria “a forma mais democrática de reduzir as tarifas da população mais pobre, tornando viável o transporte coletivo da cidade”.

Outro problema apontado pelo parlamentar foi a superposição de linhas em diversas ruas e avenidas da cidade, o que também teria de ser revisto, em busca de uma maior racionalidade do sistema. Ferronato acredita que a construção de terminais e paradas mais confortáveis também permitiria aumentar a distância entre os pontos de embarque e desembarque.

Para Felipe Camozzato (Novo), o edital de licitação que legalizou o sistema de transporte coletivo da cidade está coberto de erros crônicos e medidas bizarras. “Junto com a revisão de todas as isenções a prefeitura deveria refazer um novo edital e promover competitividade no setor”, defendeu.

Crítica

Já Mauro Pinheiro (Rede) reforçou que as isenções engessam o sistema. Mas criticou as empresas por retardarem os investimentos em tecnologia. De acordo com ele, quem paga a conta dos subsídios são os trabalhadores mais pobres que não conseguem acessar o transporte por aplicativos. O vereador considerou, ainda, que o transporte coletivo de passageiros sobrevive por conta das empresas que compram o cartão TRI e entregam aos seus funcionários.

Também participaram da reunião João Carlos Nedel (PP) e Idenir Cecchim (MDB). Como convidados, a presidente da ATP, Tula Vardaramatos, representantes do gabinete do prefeito, diretores da Carris e técnicos da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação).

(Marcello Campos)

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